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Boletim Informativo
do núcleo espírita "O Semeador"
Ano Vll - nº 35
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Demora
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É, parece
que o Semeando demorou um pouco, mas chegou. Por isso as nossas
desculpas aos fiéis leitores que sentiram a nossa falta.
O Semeando traz nesta edição as Leis
Naturais, ou Leis Divinas.
O Universo é regido por leis que devem ser vivenciadas,
para que as pessoas se fortaleçam na busca do conhecimento,
reflexão, compreensão e ação.
Em cada texto um ensinamento sobre as leis de Deus. Trazemos
uma
comparação destas com as leis humanas; além
do quanto podemos e devemos confiar na misericórdia divina.
Sem mencionar exemplos que temos em nosso convívio através
das crianças que, aparentemente vêm somente para
aprender conosco.
E a nossa responsabilidade perante o próximo? É
possível fazer algo em benefício do outro, mesmo
que as condições financeiras não sejam
favoráveis? O que Deus espera de nós?
E pensando nessas Leis Naturais
somos levados a refletir sobre as grandes catástrofes
que assolam o planeta terra. Quer saber mais? Leia o texto dos
Estudos Doutrinários.
Que a leitura deste informativo seja para todos um prazer, a
reflexão um processo, a compreensão uma conseqüência
e a ação um resultado concreto.

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As
leis divinas e leis humanas
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Segundo
o minidicionário Luft, LEI é: 1. Prescrição
de autoridade, que determina direitos e deveres dos cidadãos.
2. Princípio, norma, regra. 3.Conjunto de normas. 4.Relação
constante entre causa e efeito.
A sociedade criou
leis necessárias à convivência. Assim, toda
vez que alguém viola uma dessas leis, sofre por isso
suas conseqüências. As leis humanas são indubitavelmente
importantes para garantir direitos e deveres, normatizando as
relações.
Essas leis são mutáveis e variam de acordo com
a época e a cultura dos povos. Elas são escritas
a partir da necessidade de determinada sociedade e, normalmente,
visam suprir falhas humanas que ainda não permitem o
respeito mútuo, pela falta de vivência nos Ensinamentos
do Cristo: Amai-vos uns aos outros. O Amor ensinado
por Jesus é incondicional e no momento que for colocado
em prática, o direito do outro será naturalizado.
Quando isso ocorrer é sinal de que as Leis Divinas, que
são imutáveis e as mesmas em todo o
Universo, estarão sendo respeitadas plenamente.
Será verdade
que A justiça de Deus tarda, mas não falha.?
Esse ditado é correto quando diz que a Justiça
Divina não falha, mas se equivoca quando diz que ela
tarda. Na verdade a Justiça Divina é certa e pontual.
O que acontece
é que ainda as pessoas não têm o entendimento
sobre os desígnios de Deus e não compreendem que
tudo ocorre a seu tempo e da maneira que tem de ser.
Facilmente alguém burla e engana as leis humanas, mas
nunca o fará com as de Deus, que a tudo vê, tudo
sente.
É certo também que a justiça humana é
falha e a de Deus é perfeita. Facilmente alguém
pode ser injustiçado pelas leis terrenas, mas isso jamais
ocorrerá pelas leis divinas, pois Deus é todo:
Justiça, Bondade e Misericórdia.

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Vida
social e solidária
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Encontra-se no Livro dos Espíritos, questão 873
a afirmativa de que Deus colocou no coração dos
seres humanos o sentimento de justiça. Na questão
875 está a definição: A justiça
consiste no respeito aos direitos de cada um.... ...
esses direitos são determinados pelas leis humanas e
pelas leis naturais.
O Amor e a Caridade são um complemento da Lei de Justiça.
Em sua Infinita Sabedoria, Deus criou a Lei de Justiça,
Amor e Caridade, para que as pessoas pudessem viver em sociedade,
que também consiste em outra Lei Natural. Sendo assim,
há responsabilidades de uns para com os outros em todas
as circunstâncias, inclusive diante das catástrofes
e desastres que ocorrem cotidianamente no Planeta (Ver Estudos
Doutrinários).
Essas responsabilidades consistem em auxiliar aqueles que necessitam,
seja através de ajuda financeira, alimento, roupas, remédios,
ou outros bens materiais, além de vibrações
positivas através da oração.
Jesus disse: Querer para o outro o que quereis para vós
mesmos. Na incerteza de como deve agir com o seu semelhante
em cada circunstância, a pessoa deve se perguntar como
desejaria que agissem com ela. Deus não poderia dar-lhe
um guia mais seguro que sua própria consciência.
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Justiça
divina
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Há
muito tempo, num reino distante, havia um rei que não
acreditava na bondade de Deus. Tinha, porém, um súdito
que em todas as situações lhe dizia:
- Meu rei, não desanime porque tudo que Deus faz é
perfeito. Ele não erra!
Um dia, eles saíram para caçar e uma fera atacou
o rei. O súdito conseguiu matar o animal, mas não
pôde evitar que sua majestade perdesse um dedo da mão.
Furioso e sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o
nobre disse:
- Deus é bom? Se Ele fosse bom eu não teria sido
atacado e perdido o meu dedo.
- Meu rei, apesar de todas essas coisas, só posso dizer-lhe
que Deus é bom , e que mesmo isso - perder um dedo -
é para o seu bem. Tudo que Deus faz é perfeito.
Ele nunca erra!
Indignado com a resposta, o rei mandou prender o súdito.
Tempos depois, saiu para outra caçada e foi capturado
por selvagens que faziam sacrifícios humanos. Já
no altar, prontos para sacrificar o nobre, os selvagens perceberam
que a vítima não tinha um dedo e o soltaram: ele
não era perfeito para ser oferecido aos desuses. Ao voltar
para o palácio, mandou soltar o súdito e o recebeu
muito afetuosamente.
- Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Escapei de ser sacrificado
pelos selvagens justamente por não ter um dedo. Mas tenho
uma dúvida. Se Deus é tão bom, por que
permitiu que você, que tanto o defende, fosse preso?
- Meu rei, se eu tivesse ido junto com o senhor nessa caçada,
teria sido sacrificado em seu lugar, pois não me falta
nenhum dedo. Por isso, lembre-se: tudo que Deus faz é
perfeito. Ele nunca erra!
(Autor desconhecido)

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Leis
divinas e catastrofes
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Catástrofes,
grandes calamidades em épocas remotas eram vistas como
castigo divino que recaía sobre as criaturas por haverem
desobedecido aos Seus Mandamentos.
Hoje, essas catástrofes como terremotos, tsunamis, ciclones,
entre outras, são conceituadas como movimentos naturais
que trazem como conseqüência desencarnações
coletivas, atingindo e modificando, por vezes, regiões
inteiras.
A destruição é uma lei da natureza? A esta
questão 728 do Livro dos Espíritos, encontra-se
a seguinte resposta: ... isso que chamais destruição
não é mais que a transformação,
cujo objetivo é a renovação dos seres vivos.
Na questão 739 complementa-se: ... o bem que disso
resulta não é, freqüentemente, percebido
senão pelas gerações futuras.
... entre os males que afligem a Humanidade, há
os são de natureza geral e pertencem aos desígnios
de Deus. Destes cada indivíduo recebe em maior ou menor
proporção a parte que lhe cabe, não pode
opor senão a resignação à vontade
de Deus. Mas ainda esses males são geralmente agravados
pela indolência do homem. (LE questão 741).
Movidas por interesses mesquinhos e sem a adequada compreensão
sobre a necessidade de preservação do meio ambiente,
as pessoas alteram a composição geológica
com escavações, desmatamentos, aterros, entre
outras ações maléficas à natureza.
Essas imprevidências também são responsáveis
pelas mencionadas catástrofes naturais.
As catástrofes também podem ocorrer como resultado
de migrações para as periferias das grandes cidades,
fixando residências em locais sem infra-estrutura adequada
como morros, ficando vulneráveis a
enxurradas, deslizamento de pedras e terras.
Esses exemplos são um misto do evento natural e da ação
do ser humano como causa direta do evento fatal.
A esses acontecimentos dolorosos, acrescentam-se as quedas de
aviões, naufrágios, acidentes com ônibus,
entre outros, onde pessoas encontram-se reunidas no mesmo local
e no mesmo momento. São pessoas que cometeram juntas
atrocidades em encarnações anteriores e que pelo
Plano Divino retornam e agrupam-se para resgatarem juntas as
faltas. Humberto de Campos, na obra Carta e Crônica
(capítulo 6 título: Tragédia no circo -
psicografia de Francisco Cândido Xavier), traz um exemplo
desses resgates coletivos.
Nos últimos meses ouviu-se em toda parte relatos de pessoas
que estiveram em cenários dolorosos como esses citados,
diante de catástrofes e sobreviveram. Será por
acaso?
A doutrina esclarece que o acaso não existe. Duas possibilidades
de ocorrência: ou esses sobreviventes não eram
originariamente devedores para encaixar-se no fatal resgate,
ou conseguiram, com esforço e méritos pessoais
inverter o ônus encarnatório, credenciando-se a
revisão de seu plano de vida, proporcionando uma outra
e posterior causa de retorno ao plano espiritual, em outro momento
mais oportuno.
Confiar na justiça Divina é muito mais que uma
prova de fé. É comprovação de entendimento
e sabedoria. É sinal de que se entende perfeitamente
o funcionamento das leis de ação e reação,
destruição, progresso, e todas as outras criadas
por Deus para conduzir a humanidade em seu burilamento espiritual.
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Confiança
na justiça divina
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Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse
ao pai : Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe
. E ele repartiu os haveres. O filho mais moço, ajuntando
tudo o que era seu , partiu para uma terra distante e lá
dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. Depois
de ter consumido tudo, ele começou a passar necessidade.
Então , ele foi e arrumou um emprego no campos a guardar
porcos. Sofreu, pois ninguém lhe ajudava . Então,
caindo em si, resolveu voltar a seu pai e pedir perdão.
E assim o fez. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou,
e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou .E
o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante
de ti ; já não sou digno de ser chamado teu filho.
O pai, porém, recebeu- festa.
O filho mais velho se indignou e não queria entrar: Há
tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua,
e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus
amigos ; vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou
os teus bens com meretrizes , tu mandaste matar para ele o novilho
cevado.
Então, lhe respondeu o pai : Meu filho, tu sempre
estás comigo ; tudo o que é meu é teu.
Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos
alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto
e reviveu, estava perdido e foi achado.
(baseado na Parábola do filho pródigo
- Lucas, 15:11-32)
Deus se manifesta através de
leis que Lhe expressam os objetivos no rumo do Bem Supremo.
Deus é amor. Amor que se expande do átomo aos
astros. Mas é justiça também. Justiça
que atribui a cada espírito segundo a própria
escolha. Sendo amor, concede à consciência transviada
tantas experiências quantas deseja a fim de retificar-se.
Sendo justiça ignora quaisquer privilégios que
lhe queiram impor. O criador criou as criaturas para que todas
se engrandeçam. Para isso, sendo amor, repletou-lhes
o caminho de bênçãos e luzes, e, sendo justiça,
determinou possuíssem a vontade e a razão. A vida,
assim, aqui ou além, será sempre o que a criatura
quiser.
A Parábola do Filho Pródigo (Lc.,15:11-32) é
um das mais, edificantes e consoladoras páginas do Evangelho,
encerrando o mérito de revelar toda a grandiosidade do
Amor e da Misericórdia de Deus para com seus filhos.
Ouvindo essa parábola, quase ninguém se dá
conta da aflição e preocupação que
invadiu o coração daquele pai amoroso, não
pela partilha dos seus bens, mas por ver a partida daquele filho
querido, que iria enfrentar em terras distantes uma nova vida,
sem um rumo certo, e de quem dificilmente iria receber notícias.
Mas o filho, como acontece com tantas pessoas menos precavidas,
partiu feliz para enfrentar um mundo
diferente, que em seu modo de ver, não lhe ofereceria
maiores problemas, pois tinha bens materiais que lhe garantiriam
uma vida cômoda. Mal desconfiava do drama que o aguardava.
Conquistou falsos amigos, mergulhou no mundo das comodidades,
dos prazeres, das ilusões, não freou seus gastos,
pensou que aquelas mordomias não teriam fim, mas acabou
perdendo tudo; enfim, seu sofrimento levou-o ao arrependimento
e ele resolveu voltar à casa do pai que o recebeu com
muita alegria, o mesmo não acontecendo com o seu irmão
mais velho.
Todos que vivem neste Planeta se encaixam nessa Parábola.
Muitas vezes agem como o filho obediente ficando junto ao pai,
mas interiormente retêm mágoa, revolta, egoísmo,
rancor, contra pessoas e acontecimentos, sem perceberem que
esses sentimentos estão os prejudicando, impedindo o
seu crescimento espiritual. Outras vezes, agem como o filho
pródigo, partindo em busca daquilo que acham ser o caminho,
e depois de muita dor e arrependimento, reconhecem que o melhor
é voltar.
Embora Deus sempre ajude aos seus filhos, é preciso que
estes criem em si atitudes que permitam ao Pai atender-lhes,
ou seja, aproveitem todas as oportunidades que tiverem e todas
as que surgirem para que façam o bem, fortalecendo-se
em Deus, para
a realização daquilo que os compete.
Afirmou o Apóstolo João que Deus é
Amor e exatamente por isso cada pessoa pode confiar na
sua misericórdia para com suas falhas e também,
procure compreender os processos educativos da vida, certa de
que o sofrimento e a dor são apenas ocorrências.
Todos foram criados por Deus para conquistarem a felicidade,
tornando-se infelizes somente quando se afastam das Leis Divinas.
A dor representa somente sinal de alerta, convocando-lhes para
que retomem o verdadeiro caminho.
Já é sabido como é importante a melhoria
do comportamento e, um dia, cansados dos erros e aflições,
os seres humanos despertarão suas consciências
para as luzes da Vida Maior. Exatamente como o menino que pouco
a pouco se torna adulto, como o filho pródigo, encontrando
o caminho certo para o retorno à casa do pai, que representa
o Amor, a Misericórdia e a Justiça de Deus.

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O
universo
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As
crianças não costumam fazer diferença de
cor ou classe social, e os sentimentos de igualdade e humildade
estão sempre presentes em seu universo, deixando de fora
todas as diferenças criadas entre as pessoas na Terra.
O mal está presente neste Planeta, mas as crianças
costumam dar preferência ao Bom e ao Belo. No Livro dos
Espíritos, questão 385, diz que a infância
não é somente útil, necessária,
indispensável, mas ainda ela é a conseqüência
natural das leis que Deus estabeleceu e que regem o Universo.
E, sendo uma conseqüência natural, ainda com possibilidades
de agir no mundo sem as lembranças de quem realmente
são, agem com pequenos gestos de maneira simples, dentro
de uma inocência e flexibilidade, que as tornam mais acessíveis
às impressões que podem modificar sua natureza
e fazê-las progredir. (Ver: ESE, Capítulo VIII)
Se a sensibilidade infantil acompanhasse o ser humano até
a fase adulta, seria possível resolver os problemas com
a mesma praticidade com que as crianças resolvem os seus.
Os adultos têm muito o que aprender com as crianças
e o Mestre Jesus foi bem claro quando disse: Deixai vir
a mim as criancinhas, e não a impeçais; porque
o reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham.
Eu vos digo em verdade, todo aquele que não receber o
reino de Deus como uma criança, nele não entrará...
Kardec explica que a pureza de coração é
inseparável da simplicidade e da humildade e exclui todo
pensamento de egoísmo e de orgulho; por isso Jesus toma
a infância por emblema dessa pureza, como a tomou para
a humildade.(ESE, capítulo VII, item 3).
Deve-se considerar, portanto, todas as oportunidades que Deus
concede para a evolução pessoal e conseqüentemente,
coletiva, cotidianamente, atentando-se também aos exemplos
das crianças.

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Leis
divinas em todas as fases.
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A
adolescência é um período da vida em que
a pessoa, sujeito de direito e em condição peculiar
de desenvolvimento, enfrenta alguns conflitos naturais advindos
de mudanças em sua estrutura física, psíquica
e passa a assumir maior número de papéis perante
a sociedade.
Quando o adolescente passa pelo período infantil convivendo
com exemplos edificantes dos familiares, e já tendo conhecimentos
sobre as Leis Divinas, os conflitos tendem a ter conseqüências
mais atenuantes.
Conforme os jovens da pré-mocidade do Núcleo Espírita
O Semeador, é importante os adultos transmitirem
às crianças os
ensinamentos do Pai Criador, pois quanto mais você aprende,
terá mais condições de ensinar àqueles
que estão a sua volta, aumentando o grau de compreensão
sobre as situações adversas. Destacam também
que não basta aprender, é importante respeitar
e praticar essas Leis na convivência diária. E,
quanto mais entendimento, mais a pessoa terá condições
de se ajudar e de ajudar ao seu próximo.
Questionados sobre o que podem transmitir aos demais jovens,
dos conhecimentos adquiridos através dos cursos de Evangelização
do Semeador, destacaram que é importante não destruírem,
mas protegerem a natureza, a ter paciência, a compreender
melhor o que acontece ao redor, a cultivar coisas boas e não
desperdiçar, além de que consideram necessário
todas
as pessoas conhecerem e estudarem as Leis Naturais.
Como testemunho das interferências do conhecimento em
suas vidas, avaliam mudanças de hábito como: a
prática da oração, pensar antes de fazer
algo, utilizar tudo o que aprenderam para o bem, atitudes mais
positivas como não jogar lixo na rua, respeitar a natureza,
refletir mais sobre os acontecimentos da vida e uma melhor compreensão
sobre as fases naturais do crescimento físico e psíquico.
Aprender é imprescindível, pois o Espírito
carece de progresso Intelectual. E tudo o que se aprende deve
ser refletido e praticado na forma do Bem. Quando isso ocorre
é sinal de que a pessoa, seja jovem ou adulta, está
respeitando e vivenciando as Leis Divinas ou Naturais que guiam
para a Evolução.

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Perguntas
614,619,647
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614. O que se deve entender por lei natural?
A lei natural é a lei de
Deus. É a única verdadeira para a felicidade do
homem; ela lhe indica o que deve ou não fazer, e ele
é infeliz somente quando se afasta dela.
619. Deus deu a todos os homens meios de conhecer Sua lei?
Todos podem conhecê-la, mas
nem todos a compreendem; os que a compreendem melhor são
os homens de bem e os que procuram pesquisá-la; entretanto,
todos a compreenderão um dia, porque é preciso
que o progresso se realize.
¤ A justiça das diversas encarnações
do homem é uma conseqüência desse princípio,
uma vez que a cada nova existência sua inteligência
é mais desenvolvida e compreende melhor o bem e o mal.
Se tudo devesse se cumprir numa única existência,
qual seria a sorte de tantos milhões de seres que morrem
a cada dia no embrutecimento da selvageria ou nas trevas da
ignorância, sem que tivesse dependido deles o esclarecimento?
(Veja as questões 171 e 222.)
647. Toda a lei de Deus está contida no ensinamento de
amor ao próximo ensinado por Jesus?
Certamente esse ensinamento contém
todos os deveres dos homens entre si; mas é preciso vos
mostrar sua aplicação, senão deixareis
de o cumprir como fazeis até hoje; aliás, a lei
natural compreende todas as circunstâncias da vida e esse
ensinamento é apenas uma parte da lei. Os homens necessitam
de regras precisas. Os ensinamentos gerais e indefinidos, por
serem muito vagos, possibilitam diversas interpretações.

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Dinheiro
- Leis morais da vida
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DINHEIRO
Autor: Francisco
Cândido Xavier
Espírito: Emmanuel
Neste pequeno livro o autor pede licença
para reportar-se ao dinheiro que se faz dínamo
do trabalho e da beneficência.
Não desconhece que na base do dinheiro é
que se fazem os aviões e os arranha-céus,
no entanto, é igualmente com ele que se consegue
o lençol para o doente desamparado ou a xícara
de leite para a criança desvalida.
Para quantos procuram conhecer o assunto em foco, trocando
a moeda pelo pão destinado a socorrer as vítimas
da penúria ou permutando-a pelo frasco de remédio
para aliviar o enfermo estirado nos catres de ninguém,
reconhecerão todos aqueles que o dinheiro também
é de Deus.
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Leis Morais da vida.
Divaldo P. Franco
Espírito:Joana de Angelis
Inspirando-se na 3ºparte de O livro dos Espíritos,a
instrutora extraiu 60 profundas reflexões como
forma de contribuir para despertar sentimentos elevados,clarear
mentes em aflição ou que ainda dormem
na ignorância das verdades espirituais.
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Carma,clariaudiência,vidência
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CARMA:
s.m.1. Nas religiões da Índia, encadeamento de
causa e efeito, tanto no plano físico quanto moral. (KL).
Termo que expressa a lei de ação e reação
ou de causa e efeito a que o espírito está sujeito
durante a sua jornada evolutiva.
CARMA COLETIVO: Ocorre em consequências
de dívidas contraídas por um grupo de espíritos,
por facções, por uma nação inteira.
CLARIAUDIÊNCIA: É
a faculdade que permite ao médium, de uma forma quase
constante, ouvir os espíritos e os sons do plano espiritual
com clareza.
CLARIVIDÊNCIA: Visão
clara e penetrante das coisas. É a faculdade que Allan
Kardec denomina vidência propriamente dita, isto é,
faculdade que consiste na possibilidade, se não
permanente, pelo menos frequente, de ver os espíritos
que se aproximam, mesmo que estranhos (LM: XII, 168).
Ao médium clarividente é dado observar fatos e
circunstâncias que ocorrem, mesmo à distância
do lugar em que está.
VIDÊNCIA: s.f. Dom sobrenatural
(que se atribui a certas pessoas) de ver o passado, o futuro,
objetos ausentes ou inexistentes, etc. É a faculdade
mediúnica que possibilita, ao médium que a possui,
ver os espíritos; portanto todo aquele que pode
ver os espíritos sem auxílio de terceiros é,
por isso mesmo, médium vidente. Mas em geral as aparições
são fortuitas e acidentais. (RE: 1858, p.338)
Fonte: Doutrina Espírita no tempo e no espaço
- 800 verbetes especializados - A.Merci Spada Borges - Panorama
comunicações.

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Aprendendo com histórias
- as |
Estudos Doutrinários
- |
Assistência Espiritual
-
|
Evangelização infantil
-
|
Pré-Mocidade
- |
Mocidade - |
Perguntas de Kardec
- |
Indicação de Livros
-
Agora é o tempo - É tempo de ser Feliz |
Glossário
-Carma,clariaudiência,vidência |
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Demora
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É, parece que
o Semeando demorou um pouco, mas chegou. Por isso as nossas desculpas
aos fiéis leitores que sentiram a nossa falta.
O Semeando traz nesta edição as Leis Naturais,
ou Leis Divinas.
O Universo é regido por leis que devem ser vivenciadas, para
que as pessoas se fortaleçam na busca do conhecimento, reflexão,
compreensão e ação.
Em cada texto um ensinamento sobre as leis de Deus. Trazemos uma
comparação destas com as leis humanas; além do
quanto podemos e devemos confiar na misericórdia divina. Sem
mencionar exemplos que temos em nosso convívio através
das crianças que, aparentemente vêm somente para aprender
conosco.
E a nossa responsabilidade perante o próximo? É possível
fazer algo em benefício do outro, mesmo que as condições
financeiras não sejam favoráveis? O que Deus espera
de nós?
E pensando nessas Leis Naturais
somos levados a refletir sobre as grandes catástrofes que assolam
o planeta terra. Quer saber mais? Leia o texto dos Estudos Doutrinários.
Que a leitura deste informativo seja para todos um prazer, a reflexão
um processo, a compreensão uma conseqüência e a
ação um resultado concreto.

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As
leis divinas e leis humanas
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Segundo
o minidicionário Luft, LEI é: 1. Prescrição
de autoridade, que determina direitos e deveres dos cidadãos.
2. Princípio, norma, regra. 3.Conjunto de normas. 4.Relação
constante entre causa e efeito.
A sociedade criou leis
necessárias à convivência. Assim, toda vez que
alguém viola uma dessas leis, sofre por isso suas conseqüências.
As leis humanas são indubitavelmente importantes para garantir
direitos e deveres, normatizando as relações.
Essas leis são mutáveis e variam de acordo com a época
e a cultura dos povos. Elas são escritas a partir da necessidade
de determinada sociedade e, normalmente, visam suprir falhas humanas
que ainda não permitem o respeito mútuo, pela falta
de vivência nos Ensinamentos do Cristo: Amai-vos uns aos
outros. O Amor ensinado por Jesus é incondicional e no
momento que for colocado em prática, o direito do outro será
naturalizado.
Quando isso ocorrer é sinal de que as Leis Divinas, que são
imutáveis e as mesmas em todo o
Universo, estarão sendo respeitadas plenamente.
Será verdade
que A justiça de Deus tarda, mas não falha.?
Esse ditado é correto quando diz que a Justiça Divina
não falha, mas se equivoca quando diz que ela tarda. Na verdade
a Justiça Divina é certa e pontual.
O que acontece é
que ainda as pessoas não têm o entendimento sobre os
desígnios de Deus e não compreendem que tudo ocorre
a seu tempo e da maneira que tem de ser.
Facilmente alguém burla e engana as leis humanas, mas nunca
o fará com as de Deus, que a tudo vê, tudo sente.
É certo também que a justiça humana é
falha e a de Deus é perfeita. Facilmente alguém pode
ser injustiçado pelas leis terrenas, mas isso jamais ocorrerá
pelas leis divinas, pois Deus é todo: Justiça, Bondade
e Misericórdia.

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Vida
social e solidária
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Encontra-se no Livro dos Espíritos, questão 873 a afirmativa
de que Deus colocou no coração dos seres humanos o sentimento
de justiça. Na questão 875 está a definição:
A justiça consiste no respeito aos direitos de cada um....
... esses direitos são determinados pelas leis humanas
e pelas leis naturais.
O Amor e a Caridade são um complemento da Lei de Justiça.
Em sua Infinita Sabedoria, Deus criou a Lei de Justiça, Amor
e Caridade, para que as pessoas pudessem viver em sociedade, que também
consiste em outra Lei Natural. Sendo assim, há responsabilidades
de uns para com os outros em todas as circunstâncias, inclusive
diante das catástrofes e desastres que ocorrem cotidianamente
no Planeta (Ver Estudos Doutrinários).
Essas responsabilidades consistem em auxiliar aqueles que necessitam,
seja através de ajuda financeira, alimento, roupas, remédios,
ou outros bens materiais, além de vibrações positivas
através da oração.
Jesus disse: Querer para o outro o que quereis para vós
mesmos. Na incerteza de como deve agir com o seu semelhante
em cada circunstância, a pessoa deve se perguntar como desejaria
que agissem com ela. Deus não poderia dar-lhe um guia mais
seguro que sua própria consciência.
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Justiça
divina
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Há
muito tempo, num reino distante, havia um rei que não acreditava
na bondade de Deus. Tinha, porém, um súdito que em todas
as situações lhe dizia:
- Meu rei, não desanime porque tudo que Deus faz é perfeito.
Ele não erra!
Um dia, eles saíram para caçar e uma fera atacou o rei.
O súdito conseguiu matar o animal, mas não pôde
evitar que sua majestade perdesse um dedo da mão. Furioso e
sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o nobre disse:
- Deus é bom? Se Ele fosse bom eu não teria sido atacado
e perdido o meu dedo.
- Meu rei, apesar de todas essas coisas, só posso dizer-lhe
que Deus é bom , e que mesmo isso - perder um dedo - é
para o seu bem. Tudo que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra!
Indignado com a resposta, o rei mandou prender o súdito. Tempos
depois, saiu para outra caçada e foi capturado por selvagens
que faziam sacrifícios humanos. Já no altar, prontos
para sacrificar o nobre, os selvagens perceberam que a vítima
não tinha um dedo e o soltaram: ele não era perfeito
para ser oferecido aos desuses. Ao voltar para o palácio, mandou
soltar o súdito e o recebeu muito afetuosamente.
- Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Escapei de ser sacrificado
pelos selvagens justamente por não ter um dedo. Mas tenho uma
dúvida. Se Deus é tão bom, por que permitiu que
você, que tanto o defende, fosse preso?
- Meu rei, se eu tivesse ido junto com o senhor nessa caçada,
teria sido sacrificado em seu lugar, pois não me falta nenhum
dedo. Por isso, lembre-se: tudo que Deus faz é perfeito. Ele
nunca erra!
(Autor desconhecido)

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Leis
divinas e catastrofes
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Catástrofes,
grandes calamidades em épocas remotas eram vistas como castigo
divino que recaía sobre as criaturas por haverem desobedecido
aos Seus Mandamentos.
Hoje, essas catástrofes como terremotos, tsunamis, ciclones,
entre outras, são conceituadas como movimentos naturais que
trazem como conseqüência desencarnações coletivas,
atingindo e modificando, por vezes, regiões inteiras.
A destruição é uma lei da natureza? A esta questão
728 do Livro dos Espíritos, encontra-se a seguinte resposta:
... isso que chamais destruição não é
mais que a transformação, cujo objetivo é a renovação
dos seres vivos. Na questão 739 complementa-se: ...
o bem que disso resulta não é, freqüentemente,
percebido senão pelas gerações futuras.
... entre os males que afligem a Humanidade, há os são
de natureza geral e pertencem aos desígnios de Deus. Destes
cada indivíduo recebe em maior ou menor proporção
a parte que lhe cabe, não pode opor senão a resignação
à vontade de Deus. Mas ainda esses males são geralmente
agravados pela indolência do homem. (LE questão
741).
Movidas por interesses mesquinhos e sem a adequada compreensão
sobre a necessidade de preservação do meio ambiente,
as pessoas alteram a composição geológica com
escavações, desmatamentos, aterros, entre outras ações
maléficas à natureza. Essas imprevidências também
são responsáveis pelas mencionadas catástrofes
naturais.
As catástrofes também podem ocorrer como resultado de
migrações para as periferias das grandes cidades, fixando
residências em locais sem infra-estrutura adequada como morros,
ficando vulneráveis a
enxurradas, deslizamento de pedras e terras.
Esses exemplos são um misto do evento natural e da ação
do ser humano como causa direta do evento fatal.
A esses acontecimentos dolorosos, acrescentam-se as quedas de aviões,
naufrágios, acidentes com ônibus, entre outros, onde
pessoas encontram-se reunidas no mesmo local e no mesmo momento. São
pessoas que cometeram juntas atrocidades em encarnações
anteriores e que pelo Plano Divino retornam e agrupam-se para resgatarem
juntas as faltas. Humberto de Campos, na obra Carta e Crônica
(capítulo 6 título: Tragédia no circo - psicografia
de Francisco Cândido Xavier), traz um exemplo desses resgates
coletivos.
Nos últimos meses ouviu-se em toda parte relatos de pessoas
que estiveram em cenários dolorosos como esses citados, diante
de catástrofes e sobreviveram. Será por acaso?
A doutrina esclarece que o acaso não existe. Duas possibilidades
de ocorrência: ou esses sobreviventes não eram originariamente
devedores para encaixar-se no fatal resgate, ou conseguiram, com esforço
e méritos pessoais inverter o ônus encarnatório,
credenciando-se a revisão de seu plano de vida, proporcionando
uma outra e posterior causa de retorno ao plano espiritual, em outro
momento mais oportuno.
Confiar na justiça Divina é muito mais que uma prova
de fé. É comprovação de entendimento e
sabedoria. É sinal de que se entende perfeitamente o funcionamento
das leis de ação e reação, destruição,
progresso, e todas as outras criadas por Deus para conduzir a humanidade
em seu burilamento espiritual.
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Confiança
na justiça divina
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Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai
: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe . E ele
repartiu os haveres. O filho mais moço, ajuntando tudo o que
era seu , partiu para uma terra distante e lá dissipou todos
os seus bens, vivendo dissolutamente. Depois de ter consumido tudo,
ele começou a passar necessidade.
Então , ele foi e arrumou um emprego no campos a guardar porcos.
Sofreu, pois ninguém lhe ajudava . Então, caindo em
si, resolveu voltar a seu pai e pedir perdão.
E assim o fez. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e,
compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou .E o filho
lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti ;
já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai,
porém, recebeu- festa.
O filho mais velho se indignou e não queria entrar: Há
tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca
me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos ; vindo,
porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens
com meretrizes , tu mandaste matar para ele o novilho cevado.
Então, lhe respondeu o pai : Meu filho, tu sempre estás
comigo ; tudo o que é meu é teu. Entretanto, era preciso
que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse
teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.
(baseado na Parábola do filho pródigo -
Lucas, 15:11-32)
Deus se manifesta através de leis que
Lhe expressam os objetivos no rumo do Bem Supremo.
Deus é amor. Amor que se expande do átomo aos astros.
Mas é justiça também. Justiça que atribui
a cada espírito segundo a própria escolha. Sendo amor,
concede à consciência transviada tantas experiências
quantas deseja a fim de retificar-se. Sendo justiça ignora
quaisquer privilégios que lhe queiram impor. O criador criou
as criaturas para que todas se engrandeçam. Para isso, sendo
amor, repletou-lhes o caminho de bênçãos e luzes,
e, sendo justiça, determinou possuíssem a vontade e
a razão. A vida, assim, aqui ou além, será sempre
o que a criatura quiser.
A Parábola do Filho Pródigo (Lc.,15:11-32) é
um das mais, edificantes e consoladoras páginas do Evangelho,
encerrando o mérito de revelar toda a grandiosidade do Amor
e da Misericórdia de Deus para com seus filhos.
Ouvindo essa parábola, quase ninguém se dá conta
da aflição e preocupação que invadiu o
coração daquele pai amoroso, não pela partilha
dos seus bens, mas por ver a partida daquele filho querido, que iria
enfrentar em terras distantes uma nova vida, sem um rumo certo, e
de quem dificilmente iria receber notícias. Mas o filho, como
acontece com tantas pessoas menos precavidas, partiu feliz para enfrentar
um mundo
diferente, que em seu modo de ver, não lhe ofereceria maiores
problemas, pois tinha bens materiais que lhe garantiriam uma vida
cômoda. Mal desconfiava do drama que o aguardava. Conquistou
falsos amigos, mergulhou no mundo das comodidades, dos prazeres, das
ilusões, não freou seus gastos, pensou que aquelas mordomias
não teriam fim, mas acabou perdendo tudo; enfim, seu sofrimento
levou-o ao arrependimento e ele resolveu voltar à casa do pai
que o recebeu com muita alegria, o mesmo não acontecendo com
o seu irmão mais velho.
Todos que vivem neste Planeta se encaixam nessa Parábola. Muitas
vezes agem como o filho obediente ficando junto ao pai, mas interiormente
retêm mágoa, revolta, egoísmo, rancor, contra
pessoas e acontecimentos, sem perceberem que esses sentimentos estão
os prejudicando, impedindo o seu crescimento espiritual. Outras vezes,
agem como o filho pródigo, partindo em busca daquilo que acham
ser o caminho, e depois de muita dor e arrependimento, reconhecem
que o melhor é voltar.
Embora Deus sempre ajude aos seus filhos, é preciso que estes
criem em si atitudes que permitam ao Pai atender-lhes, ou seja, aproveitem
todas as oportunidades que tiverem e todas as que surgirem para que
façam o bem, fortalecendo-se em Deus, para
a realização daquilo que os compete.
Afirmou o Apóstolo João que Deus é Amor
e exatamente por isso cada pessoa pode confiar na sua misericórdia
para com suas falhas e também, procure compreender os processos
educativos da vida, certa de que o sofrimento e a dor são apenas
ocorrências.
Todos foram criados por Deus para conquistarem a felicidade, tornando-se
infelizes somente quando se afastam das Leis Divinas. A dor representa
somente sinal de alerta, convocando-lhes para que retomem o verdadeiro
caminho.
Já é sabido como é importante a melhoria do
comportamento e, um dia, cansados dos erros e aflições,
os seres humanos despertarão suas consciências para as
luzes da Vida Maior. Exatamente como o menino que pouco a pouco se
torna adulto, como o filho pródigo, encontrando o caminho certo
para o retorno à casa do pai, que representa o Amor, a Misericórdia
e a Justiça de Deus.

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O
universo
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As crianças não costumam fazer
diferença de cor ou classe social, e os sentimentos de igualdade
e humildade estão sempre presentes em seu universo, deixando
de fora todas as diferenças criadas entre as pessoas na Terra.
O mal está presente neste Planeta, mas as crianças costumam
dar preferência ao Bom e ao Belo. No Livro dos Espíritos,
questão 385, diz que a infância não é
somente útil, necessária, indispensável, mas
ainda ela é a conseqüência natural das leis que
Deus estabeleceu e que regem o Universo. E, sendo uma conseqüência
natural, ainda com possibilidades de agir no mundo sem as lembranças
de quem realmente são, agem com pequenos gestos de maneira
simples, dentro de uma inocência e flexibilidade, que as tornam
mais acessíveis às impressões que podem modificar
sua natureza e fazê-las progredir. (Ver: ESE, Capítulo
VIII)
Se a sensibilidade infantil acompanhasse o ser humano até a
fase adulta, seria possível resolver os problemas com a mesma
praticidade com que as crianças resolvem os seus.
Os adultos têm muito o que aprender com as crianças e
o Mestre Jesus foi bem claro quando disse: Deixai vir a mim
as criancinhas, e não a impeçais; porque o reino dos
céus é para aqueles que se lhes assemelham. Eu vos digo
em verdade, todo aquele que não receber o reino de Deus como
uma criança, nele não entrará...
Kardec explica que a pureza de coração é
inseparável da simplicidade e da humildade e exclui todo pensamento
de egoísmo e de orgulho; por isso Jesus toma a infância
por emblema dessa pureza, como a tomou para a humildade.(ESE,
capítulo VII, item 3).
Deve-se considerar, portanto, todas as oportunidades que Deus concede
para a evolução pessoal e conseqüentemente, coletiva,
cotidianamente, atentando-se também aos exemplos das crianças.

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Leis
divinas em todas as fases.
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A adolescência é
um período da vida em que a pessoa, sujeito de direito e em
condição peculiar de desenvolvimento, enfrenta alguns
conflitos naturais advindos de mudanças em sua estrutura física,
psíquica e passa a assumir maior número de papéis
perante a sociedade.
Quando o adolescente passa pelo período infantil convivendo
com exemplos edificantes dos familiares, e já tendo conhecimentos
sobre as Leis Divinas, os conflitos tendem a ter conseqüências
mais atenuantes.
Conforme os jovens da pré-mocidade do Núcleo Espírita
O Semeador, é importante os adultos transmitirem
às crianças os
ensinamentos do Pai Criador, pois quanto mais você aprende,
terá mais condições de ensinar àqueles
que estão a sua volta, aumentando o grau de compreensão
sobre as situações adversas. Destacam também
que não basta aprender, é importante respeitar e praticar
essas Leis na convivência diária. E, quanto mais entendimento,
mais a pessoa terá condições de se ajudar e de
ajudar ao seu próximo.
Questionados sobre o que podem transmitir aos demais jovens, dos conhecimentos
adquiridos através dos cursos de Evangelização
do Semeador, destacaram que é importante não destruírem,
mas protegerem a natureza, a ter paciência, a compreender melhor
o que acontece ao redor, a cultivar coisas boas e não desperdiçar,
além de que consideram necessário todas
as pessoas conhecerem e estudarem as Leis Naturais.
Como testemunho das interferências do conhecimento em suas vidas,
avaliam mudanças de hábito como: a prática da
oração, pensar antes de fazer algo, utilizar tudo o
que aprenderam para o bem, atitudes mais positivas como não
jogar lixo na rua, respeitar a natureza, refletir mais sobre os acontecimentos
da vida e uma melhor compreensão sobre as fases naturais do
crescimento físico e psíquico.
Aprender é imprescindível, pois o Espírito carece
de progresso Intelectual. E tudo o que se aprende deve ser refletido
e praticado na forma do Bem. Quando isso ocorre é sinal de
que a pessoa, seja jovem ou adulta, está respeitando e vivenciando
as Leis Divinas ou Naturais que guiam para a Evolução.

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Perguntas
614,619,647
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614. O que se deve entender por lei natural?
A lei natural é a lei de Deus. É a única
verdadeira para a felicidade do homem; ela lhe indica o que deve ou
não fazer, e ele é infeliz somente quando se afasta
dela.
619. Deus deu a todos os homens meios de conhecer Sua lei?
Todos podem conhecê-la, mas nem todos a compreendem;
os que a compreendem melhor são os homens de bem e os que procuram
pesquisá-la; entretanto, todos a compreenderão um dia,
porque é preciso que o progresso se realize.
¤ A justiça das diversas encarnações do
homem é uma conseqüência desse princípio,
uma vez que a cada nova existência sua inteligência é
mais desenvolvida e compreende melhor o bem e o mal. Se tudo devesse
se cumprir numa única existência, qual seria a sorte
de tantos milhões de seres que morrem a cada dia no embrutecimento
da selvageria ou nas trevas da ignorância, sem que tivesse dependido
deles o esclarecimento? (Veja as questões 171 e 222.)
647. Toda a lei de Deus está contida no ensinamento de amor
ao próximo ensinado por Jesus?
Certamente esse ensinamento contém todos os deveres
dos homens entre si; mas é preciso vos mostrar sua aplicação,
senão deixareis de o cumprir como fazeis até hoje; aliás,
a lei natural compreende todas as circunstâncias da vida e esse
ensinamento é apenas uma parte da lei. Os homens necessitam
de regras precisas. Os ensinamentos gerais e indefinidos, por serem
muito vagos, possibilitam diversas interpretações.
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Agora
é o Tempo - É tempo de ser feliz
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DINHEIRO
Autor: Francisco
Cândido Xavier
Espírito: Emmanuel
Neste pequeno livro o autor pede licença
para reportar-se ao dinheiro que se faz dínamo do trabalho
e da beneficência.
Não desconhece que na base do dinheiro é que se
fazem os aviões e os arranha-céus, no entanto,
é igualmente com ele que se consegue o lençol
para o doente desamparado ou a xícara de leite para a
criança desvalida.
Para quantos procuram conhecer o assunto em foco, trocando a
moeda pelo pão destinado a socorrer as vítimas
da penúria ou permutando-a pelo frasco de remédio
para aliviar o enfermo estirado nos catres de ninguém,
reconhecerão todos aqueles que o dinheiro também
é de Deus.
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Carma,clariaudiência,vidência
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CARMA:
s.m.1. Nas religiões da Índia, encadeamento de causa
e efeito, tanto no plano físico quanto moral. (KL). Termo que
expressa a lei de ação e reação ou de
causa e efeito a que o espírito está sujeito durante
a sua jornada evolutiva.
CARMA COLETIVO: Ocorre em consequências
de dívidas contraídas por um grupo de espíritos,
por facções, por uma nação inteira.
CLARIAUDIÊNCIA: É a faculdade
que permite ao médium, de uma forma quase constante, ouvir
os espíritos e os sons do plano espiritual com clareza.
CLARIVIDÊNCIA: Visão clara
e penetrante das coisas. É a faculdade que Allan Kardec denomina
vidência propriamente dita, isto é, faculdade que
consiste na possibilidade, se não permanente, pelo menos frequente,
de ver os espíritos que se aproximam, mesmo que estranhos
(LM: XII, 168). Ao médium clarividente é dado observar
fatos e circunstâncias que ocorrem, mesmo à distância
do lugar em que está.
VIDÊNCIA: s.f. Dom sobrenatural
(que se atribui a certas pessoas) de ver o passado, o futuro, objetos
ausentes ou inexistentes, etc. É a faculdade mediúnica
que possibilita, ao médium que a possui, ver os espíritos;
portanto todo aquele que pode ver os espíritos sem auxílio
de terceiros é, por isso mesmo, médium vidente. Mas
em geral as aparições são fortuitas e acidentais.
(RE: 1858, p.338)
Fonte: Doutrina Espírita no tempo e no espaço - 800
verbetes especializados - A.Merci Spada Borges - Panorama comunicações.

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