Boletim Informativo do núcleo espírita "O Semeador"
Ano Vll - nº 35

 


Editorial - Demora
Para Refletir - As leis divinas e leis humanas
Assistência Social -Vida social e solidária
Aprendendo com histórias - Justiça divina.
Estudos Doutrinários - Leis divinas e catástrofes.
Assistência Espiritual - Confiança na justiça divina.
Evangelização infantil - O universo infantil e a lei de igualdade
Pré-Mocidade -Leis divinas em todas as fases.
Mocidade -Construindo um mundo melhor
Perguntas de Kardec -614,619,647
Indicação de Livros - Agora é o tempo - É tempo de ser Feliz
Glossário -Carma,clariaudiência,vidência

 

Demora

É, parece que o Semeando demorou um pouco, mas chegou. Por isso as nossas desculpas aos fiéis leitores que sentiram a nossa falta.
“O Semeando” traz nesta edição as Leis Naturais, ou Leis Divinas.
O Universo é regido por leis que devem ser vivenciadas, para que as pessoas se fortaleçam na busca do conhecimento, reflexão, compreensão e ação.
Em cada texto um ensinamento sobre as leis de Deus. Trazemos uma
comparação destas com as leis humanas; além do quanto podemos e devemos confiar na misericórdia divina. Sem mencionar exemplos que temos em nosso convívio através das crianças que, aparentemente vêm somente para aprender conosco.
E a nossa responsabilidade perante o próximo? É possível fazer algo em benefício do outro, mesmo que as condições financeiras não sejam favoráveis? O que Deus espera de nós?
E pensando nessas Leis Naturais
somos levados a refletir sobre as grandes catástrofes que assolam o planeta terra. Quer saber mais? Leia o texto dos Estudos Doutrinários.
Que a leitura deste informativo seja para todos um prazer, a reflexão um processo, a compreensão uma conseqüência e a ação um resultado concreto.

 

As leis divinas e leis humanas

Segundo o minidicionário Luft, LEI é: ”1. Prescrição de autoridade, que determina direitos e deveres dos cidadãos. 2. Princípio, norma, regra. 3.Conjunto de normas. 4.Relação constante entre causa e efeito.

A sociedade criou leis necessárias à convivência. Assim, toda vez que alguém viola uma dessas leis, sofre por isso suas conseqüências. As leis humanas são indubitavelmente importantes para garantir direitos e deveres, normatizando as relações.
Essas leis são mutáveis e variam de acordo com a época e a cultura dos povos. Elas são escritas a partir da necessidade de determinada sociedade e, normalmente, visam suprir falhas humanas que ainda não permitem o respeito mútuo, pela falta de vivência nos Ensinamentos do Cristo: “Amai-vos uns aos outros”. O Amor ensinado por Jesus é incondicional e no momento que for colocado em prática, o direito do outro será naturalizado.
Quando isso ocorrer é sinal de que as Leis Divinas, que são imutáveis e as mesmas em todo o
Universo, estarão sendo respeitadas plenamente.

Será verdade que “A justiça de Deus tarda, mas não falha.”? Esse ditado é correto quando diz que a Justiça Divina não falha, mas se equivoca quando diz que ela tarda. Na verdade a Justiça Divina é certa e pontual.

O que acontece é que ainda as pessoas não têm o entendimento sobre os desígnios de Deus e não compreendem que tudo ocorre a seu tempo e da maneira que tem de ser.
Facilmente alguém burla e engana as leis humanas, mas nunca o fará com as de Deus, que a tudo vê, tudo sente.
É certo também que a justiça humana é falha e a de Deus é perfeita. Facilmente alguém pode ser injustiçado pelas leis terrenas, mas isso jamais ocorrerá pelas leis divinas, pois Deus é todo: Justiça, Bondade e Misericórdia.


Vida social e solidária

Encontra-se no Livro dos Espíritos, questão 873 a afirmativa de que Deus colocou no coração dos seres humanos o sentimento de justiça. Na questão 875 está a definição: “A justiça consiste no respeito aos direitos de cada um.”... “... esses direitos são determinados pelas leis humanas e pelas leis naturais”.
O Amor e a Caridade são um complemento da Lei de Justiça.
Em sua Infinita Sabedoria, Deus criou a Lei de Justiça, Amor e Caridade, para que as pessoas pudessem viver em sociedade, que também consiste em outra Lei Natural. Sendo assim, há responsabilidades de uns para com os outros em todas as circunstâncias, inclusive diante das catástrofes e desastres que ocorrem cotidianamente no Planeta (Ver Estudos Doutrinários).
Essas responsabilidades consistem em auxiliar aqueles que necessitam, seja através de ajuda financeira, alimento, roupas, remédios, ou outros bens materiais, além de vibrações positivas através da oração.
Jesus disse: “Querer para o outro o que quereis para vós mesmos”. Na incerteza de como deve agir com o seu semelhante em cada circunstância, a pessoa deve se perguntar como desejaria que agissem com ela. Deus não poderia dar-lhe um guia mais seguro que sua própria consciência.


Justiça divina

Há muito tempo, num reino distante, havia um rei que não acreditava na bondade de Deus. Tinha, porém, um súdito que em todas as situações lhe dizia:
- Meu rei, não desanime porque tudo que Deus faz é perfeito. Ele não erra!
Um dia, eles saíram para caçar e uma fera atacou o rei. O súdito conseguiu matar o animal, mas não pôde evitar que sua majestade perdesse um dedo da mão. Furioso e sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o nobre disse:
- Deus é bom? Se Ele fosse bom eu não teria sido atacado e perdido o meu dedo.
- Meu rei, apesar de todas essas coisas, só posso dizer-lhe que Deus é bom , e que mesmo isso - perder um dedo - é para o seu bem. Tudo que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra!
Indignado com a resposta, o rei mandou prender o súdito. Tempos depois, saiu para outra caçada e foi capturado por selvagens que faziam sacrifícios humanos. Já no altar, prontos para sacrificar o nobre, os selvagens perceberam que a vítima não tinha um dedo e o soltaram: ele não era perfeito para ser oferecido aos desuses. Ao voltar para o palácio, mandou soltar o súdito e o recebeu muito afetuosamente.
- Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Escapei de ser sacrificado pelos selvagens justamente por não ter um dedo. Mas tenho uma dúvida. Se Deus é tão bom, por que permitiu que você, que tanto o defende, fosse preso?
- Meu rei, se eu tivesse ido junto com o senhor nessa caçada, teria sido sacrificado em seu lugar, pois não me falta nenhum dedo. Por isso, lembre-se: tudo que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra!
(Autor desconhecido)

Leis divinas e catastrofes


Catástrofes, grandes calamidades em épocas remotas eram vistas como castigo divino que recaía sobre as criaturas por haverem desobedecido aos Seus Mandamentos.
Hoje, essas catástrofes como terremotos, tsunamis, ciclones, entre outras, são conceituadas como movimentos naturais que trazem como conseqüência desencarnações coletivas, atingindo e modificando, por vezes, regiões inteiras.
A destruição é uma lei da natureza? A esta questão 728 do Livro dos Espíritos, encontra-se a seguinte resposta: “... isso que chamais destruição não é mais que a transformação, cujo objetivo é a renovação dos seres vivos”. Na questão 739 complementa-se: “... o bem que disso resulta não é, freqüentemente, percebido senão pelas gerações futuras”.
“... entre os males que afligem a Humanidade, há os são de natureza geral e pertencem aos desígnios de Deus. Destes cada indivíduo recebe em maior ou menor proporção a parte que lhe cabe, não pode opor senão a resignação à vontade de Deus. Mas ainda esses males são geralmente agravados pela indolência do homem”. (LE questão 741).
Movidas por interesses mesquinhos e sem a adequada compreensão sobre a necessidade de preservação do meio ambiente, as pessoas alteram a composição geológica com escavações, desmatamentos, aterros, entre outras ações maléficas à natureza. Essas imprevidências também são responsáveis pelas mencionadas catástrofes naturais.
As catástrofes também podem ocorrer como resultado de migrações para as periferias das grandes cidades, fixando residências em locais sem infra-estrutura adequada como morros, ficando vulneráveis a
enxurradas, deslizamento de pedras e terras.
Esses exemplos são um misto do evento natural e da ação do ser humano como causa direta do evento fatal.
A esses acontecimentos dolorosos, acrescentam-se as quedas de aviões, naufrágios, acidentes com ônibus, entre outros, onde pessoas encontram-se reunidas no mesmo local e no mesmo momento. São pessoas que cometeram juntas atrocidades em encarnações anteriores e que pelo Plano Divino retornam e agrupam-se para resgatarem juntas as faltas. Humberto de Campos, na obra “Carta e Crônica” (capítulo 6 título: Tragédia no circo - psicografia de Francisco Cândido Xavier), traz um exemplo desses resgates coletivos.
Nos últimos meses ouviu-se em toda parte relatos de pessoas que estiveram em cenários dolorosos como esses citados, diante de catástrofes e sobreviveram. Será por acaso?
A doutrina esclarece que o acaso não existe. Duas possibilidades de ocorrência: ou esses sobreviventes não eram originariamente devedores para encaixar-se no fatal resgate, ou conseguiram, com esforço e méritos pessoais inverter o ônus encarnatório, credenciando-se a revisão de seu plano de vida, proporcionando uma outra e posterior causa de retorno ao plano espiritual, em outro momento mais oportuno.
Confiar na justiça Divina é muito mais que uma prova de fé. É comprovação de entendimento e sabedoria. É sinal de que se entende perfeitamente o funcionamento das leis de ação e reação, destruição, progresso, e todas as outras criadas por Deus para conduzir a humanidade em seu burilamento espiritual.

 

Confiança na justiça divina

Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai : “Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe” . E ele repartiu os haveres. O filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu , partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. Depois de ter consumido tudo, ele começou a passar necessidade.
Então , ele foi e arrumou um emprego no campos a guardar porcos. Sofreu, pois ninguém lhe ajudava . Então, caindo em si, resolveu voltar a seu pai e pedir perdão.
E assim o fez. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou .E o filho lhe disse: “Pai, pequei contra o céu e diante de ti ; já não sou digno de ser chamado teu filho”. O pai, porém, recebeu- festa.
O filho mais velho se indignou e não queria entrar: “Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos ; vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes , tu mandaste matar para ele o novilho cevado.”
Então, lhe respondeu o pai : “Meu filho, tu sempre estás comigo ; tudo o que é meu é teu. Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado”.
(baseado na “Parábola do filho pródigo” - Lucas, 15:11-32)

Deus se manifesta através de leis que Lhe expressam os objetivos no rumo do Bem Supremo.
Deus é amor. Amor que se expande do átomo aos astros. Mas é justiça também. Justiça que atribui a cada espírito segundo a própria escolha. Sendo amor, concede à consciência transviada tantas experiências quantas deseja a fim de retificar-se. Sendo justiça ignora quaisquer privilégios que lhe queiram impor. O criador criou as criaturas para que todas se engrandeçam. Para isso, sendo amor, repletou-lhes o caminho de bênçãos e luzes, e, sendo justiça, determinou possuíssem a vontade e a razão. A vida, assim, aqui ou além, será sempre o que a criatura quiser.
A Parábola do Filho Pródigo (Lc.,15:11-32) é um das mais, edificantes e consoladoras páginas do Evangelho, encerrando o mérito de revelar toda a grandiosidade do Amor e da Misericórdia de Deus para com seus filhos.
Ouvindo essa parábola, quase ninguém se dá conta da aflição e preocupação que invadiu o coração daquele pai amoroso, não pela partilha dos seus bens, mas por ver a partida daquele filho querido, que iria enfrentar em terras distantes uma nova vida, sem um rumo certo, e de quem dificilmente iria receber notícias. Mas o filho, como acontece com tantas pessoas menos precavidas, partiu feliz para enfrentar um mundo
diferente, que em seu modo de ver, não lhe ofereceria maiores problemas, pois tinha bens materiais que lhe garantiriam uma vida cômoda. Mal desconfiava do drama que o aguardava. Conquistou falsos amigos, mergulhou no mundo das comodidades, dos prazeres, das ilusões, não freou seus gastos, pensou que aquelas mordomias não teriam fim, mas acabou perdendo tudo; enfim, seu sofrimento levou-o ao arrependimento e ele resolveu voltar à casa do pai que o recebeu com muita alegria, o mesmo não acontecendo com o seu irmão mais velho.
Todos que vivem neste Planeta se encaixam nessa Parábola. Muitas vezes agem como o filho obediente ficando junto ao pai, mas interiormente retêm mágoa, revolta, egoísmo, rancor, contra pessoas e acontecimentos, sem perceberem que esses sentimentos estão os prejudicando, impedindo o seu crescimento espiritual. Outras vezes, agem como o filho pródigo, partindo em busca daquilo que acham ser o caminho, e depois de muita dor e arrependimento, reconhecem que o melhor é voltar.
Embora Deus sempre ajude aos seus filhos, é preciso que estes criem em si atitudes que permitam ao Pai atender-lhes, ou seja, aproveitem todas as oportunidades que tiverem e todas as que surgirem para que façam o bem, fortalecendo-se em Deus, para
a realização daquilo que os compete.
Afirmou o Apóstolo João que “Deus é Amor” e exatamente por isso cada pessoa pode confiar na sua misericórdia para com suas falhas e também, procure compreender os processos educativos da vida, certa de que o sofrimento e a dor são apenas ocorrências.

Todos foram criados por Deus para conquistarem a felicidade, tornando-se infelizes somente quando se afastam das Leis Divinas. A dor representa somente sinal de alerta, convocando-lhes para que retomem o verdadeiro caminho.

Já é sabido como é importante a melhoria do comportamento e, um dia, cansados dos erros e aflições, os seres humanos despertarão suas consciências para as luzes da Vida Maior. Exatamente como o menino que pouco a pouco se torna adulto, como o filho pródigo, encontrando o caminho certo para o retorno à casa do pai, que representa o Amor, a Misericórdia e a Justiça de Deus.

 

O universo

As crianças não costumam fazer diferença de cor ou classe social, e os sentimentos de igualdade e humildade estão sempre presentes em seu universo, deixando de fora todas as diferenças criadas entre as pessoas na Terra.
O mal está presente neste Planeta, mas as crianças costumam dar preferência ao Bom e ao Belo. No Livro dos Espíritos, questão 385, diz que “a infância não é somente útil, necessária, indispensável, mas ainda ela é a conseqüência natural das leis que Deus estabeleceu e que regem o Universo”. E, sendo uma conseqüência natural, ainda com possibilidades de agir no mundo sem as lembranças de quem realmente são, agem com pequenos gestos de maneira simples, dentro de uma inocência e flexibilidade, que as tornam mais acessíveis às impressões que podem modificar sua natureza e fazê-las progredir. (Ver: ESE, Capítulo VIII)
Se a sensibilidade infantil acompanhasse o ser humano até a fase adulta, seria possível resolver os problemas com a mesma praticidade com que as crianças resolvem os seus.
Os adultos têm muito o que aprender com as crianças e o Mestre Jesus foi bem claro quando disse: “ Deixai vir a mim as criancinhas, e não a impeçais; porque o reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham. Eu vos digo em verdade, todo aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, nele não entrará...”
Kardec explica que “a pureza de coração é inseparável da simplicidade e da humildade e exclui todo pensamento de egoísmo e de orgulho; por isso Jesus toma a infância por emblema dessa pureza, como a tomou para a humildade.”(ESE, capítulo VII, item 3).
Deve-se considerar, portanto, todas as oportunidades que Deus concede para a evolução pessoal e conseqüentemente, coletiva, cotidianamente, atentando-se também aos exemplos das crianças.

Leis divinas em todas as fases.

A adolescência é um período da vida em que a pessoa, sujeito de direito e em condição peculiar de desenvolvimento, enfrenta alguns conflitos naturais advindos de mudanças em sua estrutura física, psíquica e passa a assumir maior número de papéis perante a sociedade.
Quando o adolescente passa pelo período infantil convivendo com exemplos edificantes dos familiares, e já tendo conhecimentos sobre as Leis Divinas, os conflitos tendem a ter conseqüências mais atenuantes.
Conforme os jovens da pré-mocidade do Núcleo Espírita “O Semeador”, é importante os adultos transmitirem às crianças os
ensinamentos do Pai Criador, pois quanto mais você aprende, terá mais condições de ensinar àqueles que estão a sua volta, aumentando o grau de compreensão sobre as situações adversas. Destacam também que não basta aprender, é importante respeitar e praticar essas Leis na convivência diária. E, quanto mais entendimento, mais a pessoa terá condições de se ajudar e de ajudar ao seu próximo.
Questionados sobre o que podem transmitir aos demais jovens, dos conhecimentos adquiridos através dos cursos de Evangelização do Semeador, destacaram que é importante não destruírem, mas protegerem a natureza, a ter paciência, a compreender melhor o que acontece ao redor, a cultivar coisas boas e não desperdiçar, além de que consideram necessário todas
as pessoas conhecerem e estudarem as Leis Naturais.
Como testemunho das interferências do conhecimento em suas vidas, avaliam mudanças de hábito como: a prática da oração, pensar antes de fazer algo, utilizar tudo o que aprenderam para o bem, atitudes mais positivas como não jogar lixo na rua, respeitar a natureza, refletir mais sobre os acontecimentos da vida e uma melhor compreensão sobre as fases naturais do crescimento físico e psíquico.
Aprender é imprescindível, pois o Espírito carece de progresso Intelectual. E tudo o que se aprende deve ser refletido e praticado na forma do Bem. Quando isso ocorre é sinal de que a pessoa, seja jovem ou adulta, está respeitando e vivenciando as Leis Divinas ou Naturais que guiam para a Evolução.

Perguntas 614,619,647

614. O que se deve entender por lei natural?
– A lei natural é a lei de Deus. É a única verdadeira para a felicidade do homem; ela lhe indica o que deve ou não fazer, e ele é infeliz somente quando se afasta dela.


619. Deus deu a todos os homens meios de conhecer Sua lei?
– Todos podem conhecê-la, mas nem todos a compreendem; os que a compreendem melhor são os homens de bem e os que procuram pesquisá-la; entretanto, todos a compreenderão um dia, porque é preciso que o progresso se realize.
¤ A justiça das diversas encarnações do homem é uma conseqüência desse princípio, uma vez que a cada nova existência sua inteligência é mais desenvolvida e compreende melhor o bem e o mal. Se tudo devesse se cumprir numa única existência, qual seria a sorte de tantos milhões de seres que morrem a cada dia no embrutecimento da selvageria ou nas trevas da ignorância, sem que tivesse dependido deles o esclarecimento? (Veja as questões 171 e 222.)


647. Toda a lei de Deus está contida no ensinamento de amor ao próximo ensinado por Jesus?
– Certamente esse ensinamento contém todos os deveres dos homens entre si; mas é preciso vos mostrar sua aplicação, senão deixareis de o cumprir como fazeis até hoje; aliás, a lei natural compreende todas as circunstâncias da vida e esse ensinamento é apenas uma parte da lei. Os homens necessitam de regras precisas. Os ensinamentos gerais e indefinidos, por serem muito vagos, possibilitam diversas interpretações.

 

Dinheiro - Leis morais da vida

DINHEIRO
Autor: Francisco
Cândido Xavier
Espírito: Emmanuel

Neste pequeno livro o autor pede licença para reportar-se ao dinheiro que se faz dínamo do trabalho e da beneficência.
Não desconhece que na base do dinheiro é que se fazem os aviões e os arranha-céus, no entanto, é igualmente com ele que se consegue o lençol para o doente desamparado ou a xícara de leite para a criança desvalida.
Para quantos procuram conhecer o assunto em foco, trocando a moeda pelo pão destinado a socorrer as vítimas da penúria ou permutando-a pelo frasco de remédio para aliviar o enfermo estirado nos catres de ninguém, reconhecerão todos aqueles que o dinheiro também é de Deus.

 

Leis Morais da vida.

Divaldo P. Franco

Espírito:Joana de Angelis

Inspirando-se na 3ºparte de O livro dos Espíritos,a instrutora extraiu 60 profundas reflexões como forma de contribuir para despertar sentimentos elevados,clarear mentes em aflição ou que ainda dormem na ignorância das verdades espirituais.

 

Carma,clariaudiência,vidência

CARMA: s.m.1. Nas religiões da Índia, encadeamento de causa e efeito, tanto no plano físico quanto moral. (KL). Termo que expressa a lei de ação e reação ou de causa e efeito a que o espírito está sujeito durante a sua jornada evolutiva.
CARMA COLETIVO: Ocorre em consequências de dívidas contraídas por um grupo de espíritos, por facções, por uma nação inteira.
CLARIAUDIÊNCIA: É a faculdade que permite ao médium, de uma forma quase constante, ouvir os espíritos e os sons do plano espiritual com clareza.
CLARIVIDÊNCIA: Visão clara e penetrante das coisas. É a faculdade que Allan Kardec denomina vidência propriamente dita, isto é, “faculdade que consiste na possibilidade, se não permanente, pelo menos frequente, de ver os espíritos que se aproximam, mesmo que estranhos” (LM: XII, 168). Ao médium clarividente é dado observar fatos e circunstâncias que ocorrem, mesmo à distância do lugar em que está.
VIDÊNCIA: s.f. Dom sobrenatural (que se atribui a certas pessoas) de ver o passado, o futuro, objetos ausentes ou inexistentes, etc. É a faculdade mediúnica que possibilita, ao médium que a possui, ver os espíritos; portanto “todo aquele que pode ver os espíritos sem auxílio de terceiros é, por isso mesmo, médium vidente. Mas em geral as aparições são fortuitas e acidentais.” (RE: 1858, p.338)
Fonte: Doutrina Espírita no tempo e no espaço - 800 verbetes especializados - A.Merci Spada Borges - Panorama comunicações.



 

 

 

Aprendendo com histórias - as
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Assistência Espiritual -
Evangelização infantil -
Pré-Mocidade -
Mocidade -
Perguntas de Kardec -
Indicação de Livros - Agora é o tempo - É tempo de ser Feliz
Glossário -Carma,clariaudiência,vidência

 

Demora

É, parece que o Semeando demorou um pouco, mas chegou. Por isso as nossas desculpas aos fiéis leitores que sentiram a nossa falta.
“O Semeando” traz nesta edição as Leis Naturais, ou Leis Divinas.
O Universo é regido por leis que devem ser vivenciadas, para que as pessoas se fortaleçam na busca do conhecimento, reflexão, compreensão e ação.
Em cada texto um ensinamento sobre as leis de Deus. Trazemos uma
comparação destas com as leis humanas; além do quanto podemos e devemos confiar na misericórdia divina. Sem mencionar exemplos que temos em nosso convívio através das crianças que, aparentemente vêm somente para aprender conosco.
E a nossa responsabilidade perante o próximo? É possível fazer algo em benefício do outro, mesmo que as condições financeiras não sejam favoráveis? O que Deus espera de nós?
E pensando nessas Leis Naturais
somos levados a refletir sobre as grandes catástrofes que assolam o planeta terra. Quer saber mais? Leia o texto dos Estudos Doutrinários.
Que a leitura deste informativo seja para todos um prazer, a reflexão um processo, a compreensão uma conseqüência e a ação um resultado concreto.

 

As leis divinas e leis humanas

Segundo o minidicionário Luft, LEI é: ”1. Prescrição de autoridade, que determina direitos e deveres dos cidadãos. 2. Princípio, norma, regra. 3.Conjunto de normas. 4.Relação constante entre causa e efeito.

A sociedade criou leis necessárias à convivência. Assim, toda vez que alguém viola uma dessas leis, sofre por isso suas conseqüências. As leis humanas são indubitavelmente importantes para garantir direitos e deveres, normatizando as relações.
Essas leis são mutáveis e variam de acordo com a época e a cultura dos povos. Elas são escritas a partir da necessidade de determinada sociedade e, normalmente, visam suprir falhas humanas que ainda não permitem o respeito mútuo, pela falta de vivência nos Ensinamentos do Cristo: “Amai-vos uns aos outros”. O Amor ensinado por Jesus é incondicional e no momento que for colocado em prática, o direito do outro será naturalizado.
Quando isso ocorrer é sinal de que as Leis Divinas, que são imutáveis e as mesmas em todo o
Universo, estarão sendo respeitadas plenamente.

Será verdade que “A justiça de Deus tarda, mas não falha.”? Esse ditado é correto quando diz que a Justiça Divina não falha, mas se equivoca quando diz que ela tarda. Na verdade a Justiça Divina é certa e pontual.

O que acontece é que ainda as pessoas não têm o entendimento sobre os desígnios de Deus e não compreendem que tudo ocorre a seu tempo e da maneira que tem de ser.
Facilmente alguém burla e engana as leis humanas, mas nunca o fará com as de Deus, que a tudo vê, tudo sente.
É certo também que a justiça humana é falha e a de Deus é perfeita. Facilmente alguém pode ser injustiçado pelas leis terrenas, mas isso jamais ocorrerá pelas leis divinas, pois Deus é todo: Justiça, Bondade e Misericórdia.


Vida social e solidária

Encontra-se no Livro dos Espíritos, questão 873 a afirmativa de que Deus colocou no coração dos seres humanos o sentimento de justiça. Na questão 875 está a definição: “A justiça consiste no respeito aos direitos de cada um.”... “... esses direitos são determinados pelas leis humanas e pelas leis naturais”.
O Amor e a Caridade são um complemento da Lei de Justiça.
Em sua Infinita Sabedoria, Deus criou a Lei de Justiça, Amor e Caridade, para que as pessoas pudessem viver em sociedade, que também consiste em outra Lei Natural. Sendo assim, há responsabilidades de uns para com os outros em todas as circunstâncias, inclusive diante das catástrofes e desastres que ocorrem cotidianamente no Planeta (Ver Estudos Doutrinários).
Essas responsabilidades consistem em auxiliar aqueles que necessitam, seja através de ajuda financeira, alimento, roupas, remédios, ou outros bens materiais, além de vibrações positivas através da oração.
Jesus disse: “Querer para o outro o que quereis para vós mesmos”. Na incerteza de como deve agir com o seu semelhante em cada circunstância, a pessoa deve se perguntar como desejaria que agissem com ela. Deus não poderia dar-lhe um guia mais seguro que sua própria consciência.


Justiça divina

Há muito tempo, num reino distante, havia um rei que não acreditava na bondade de Deus. Tinha, porém, um súdito que em todas as situações lhe dizia:
- Meu rei, não desanime porque tudo que Deus faz é perfeito. Ele não erra!
Um dia, eles saíram para caçar e uma fera atacou o rei. O súdito conseguiu matar o animal, mas não pôde evitar que sua majestade perdesse um dedo da mão. Furioso e sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o nobre disse:
- Deus é bom? Se Ele fosse bom eu não teria sido atacado e perdido o meu dedo.
- Meu rei, apesar de todas essas coisas, só posso dizer-lhe que Deus é bom , e que mesmo isso - perder um dedo - é para o seu bem. Tudo que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra!
Indignado com a resposta, o rei mandou prender o súdito. Tempos depois, saiu para outra caçada e foi capturado por selvagens que faziam sacrifícios humanos. Já no altar, prontos para sacrificar o nobre, os selvagens perceberam que a vítima não tinha um dedo e o soltaram: ele não era perfeito para ser oferecido aos desuses. Ao voltar para o palácio, mandou soltar o súdito e o recebeu muito afetuosamente.
- Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Escapei de ser sacrificado pelos selvagens justamente por não ter um dedo. Mas tenho uma dúvida. Se Deus é tão bom, por que permitiu que você, que tanto o defende, fosse preso?
- Meu rei, se eu tivesse ido junto com o senhor nessa caçada, teria sido sacrificado em seu lugar, pois não me falta nenhum dedo. Por isso, lembre-se: tudo que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra!
(Autor desconhecido)

Leis divinas e catastrofes


Catástrofes, grandes calamidades em épocas remotas eram vistas como castigo divino que recaía sobre as criaturas por haverem desobedecido aos Seus Mandamentos.
Hoje, essas catástrofes como terremotos, tsunamis, ciclones, entre outras, são conceituadas como movimentos naturais que trazem como conseqüência desencarnações coletivas, atingindo e modificando, por vezes, regiões inteiras.
A destruição é uma lei da natureza? A esta questão 728 do Livro dos Espíritos, encontra-se a seguinte resposta: “... isso que chamais destruição não é mais que a transformação, cujo objetivo é a renovação dos seres vivos”. Na questão 739 complementa-se: “... o bem que disso resulta não é, freqüentemente, percebido senão pelas gerações futuras”.
“... entre os males que afligem a Humanidade, há os são de natureza geral e pertencem aos desígnios de Deus. Destes cada indivíduo recebe em maior ou menor proporção a parte que lhe cabe, não pode opor senão a resignação à vontade de Deus. Mas ainda esses males são geralmente agravados pela indolência do homem”. (LE questão 741).
Movidas por interesses mesquinhos e sem a adequada compreensão sobre a necessidade de preservação do meio ambiente, as pessoas alteram a composição geológica com escavações, desmatamentos, aterros, entre outras ações maléficas à natureza. Essas imprevidências também são responsáveis pelas mencionadas catástrofes naturais.
As catástrofes também podem ocorrer como resultado de migrações para as periferias das grandes cidades, fixando residências em locais sem infra-estrutura adequada como morros, ficando vulneráveis a
enxurradas, deslizamento de pedras e terras.
Esses exemplos são um misto do evento natural e da ação do ser humano como causa direta do evento fatal.
A esses acontecimentos dolorosos, acrescentam-se as quedas de aviões, naufrágios, acidentes com ônibus, entre outros, onde pessoas encontram-se reunidas no mesmo local e no mesmo momento. São pessoas que cometeram juntas atrocidades em encarnações anteriores e que pelo Plano Divino retornam e agrupam-se para resgatarem juntas as faltas. Humberto de Campos, na obra “Carta e Crônica” (capítulo 6 título: Tragédia no circo - psicografia de Francisco Cândido Xavier), traz um exemplo desses resgates coletivos.
Nos últimos meses ouviu-se em toda parte relatos de pessoas que estiveram em cenários dolorosos como esses citados, diante de catástrofes e sobreviveram. Será por acaso?
A doutrina esclarece que o acaso não existe. Duas possibilidades de ocorrência: ou esses sobreviventes não eram originariamente devedores para encaixar-se no fatal resgate, ou conseguiram, com esforço e méritos pessoais inverter o ônus encarnatório, credenciando-se a revisão de seu plano de vida, proporcionando uma outra e posterior causa de retorno ao plano espiritual, em outro momento mais oportuno.
Confiar na justiça Divina é muito mais que uma prova de fé. É comprovação de entendimento e sabedoria. É sinal de que se entende perfeitamente o funcionamento das leis de ação e reação, destruição, progresso, e todas as outras criadas por Deus para conduzir a humanidade em seu burilamento espiritual.

 

Confiança na justiça divina

Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai : “Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe” . E ele repartiu os haveres. O filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu , partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. Depois de ter consumido tudo, ele começou a passar necessidade.
Então , ele foi e arrumou um emprego no campos a guardar porcos. Sofreu, pois ninguém lhe ajudava . Então, caindo em si, resolveu voltar a seu pai e pedir perdão.
E assim o fez. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou .E o filho lhe disse: “Pai, pequei contra o céu e diante de ti ; já não sou digno de ser chamado teu filho”. O pai, porém, recebeu- festa.
O filho mais velho se indignou e não queria entrar: “Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos ; vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes , tu mandaste matar para ele o novilho cevado.”
Então, lhe respondeu o pai : “Meu filho, tu sempre estás comigo ; tudo o que é meu é teu. Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado”.
(baseado na “Parábola do filho pródigo” - Lucas, 15:11-32)

Deus se manifesta através de leis que Lhe expressam os objetivos no rumo do Bem Supremo.
Deus é amor. Amor que se expande do átomo aos astros. Mas é justiça também. Justiça que atribui a cada espírito segundo a própria escolha. Sendo amor, concede à consciência transviada tantas experiências quantas deseja a fim de retificar-se. Sendo justiça ignora quaisquer privilégios que lhe queiram impor. O criador criou as criaturas para que todas se engrandeçam. Para isso, sendo amor, repletou-lhes o caminho de bênçãos e luzes, e, sendo justiça, determinou possuíssem a vontade e a razão. A vida, assim, aqui ou além, será sempre o que a criatura quiser.
A Parábola do Filho Pródigo (Lc.,15:11-32) é um das mais, edificantes e consoladoras páginas do Evangelho, encerrando o mérito de revelar toda a grandiosidade do Amor e da Misericórdia de Deus para com seus filhos.
Ouvindo essa parábola, quase ninguém se dá conta da aflição e preocupação que invadiu o coração daquele pai amoroso, não pela partilha dos seus bens, mas por ver a partida daquele filho querido, que iria enfrentar em terras distantes uma nova vida, sem um rumo certo, e de quem dificilmente iria receber notícias. Mas o filho, como acontece com tantas pessoas menos precavidas, partiu feliz para enfrentar um mundo
diferente, que em seu modo de ver, não lhe ofereceria maiores problemas, pois tinha bens materiais que lhe garantiriam uma vida cômoda. Mal desconfiava do drama que o aguardava. Conquistou falsos amigos, mergulhou no mundo das comodidades, dos prazeres, das ilusões, não freou seus gastos, pensou que aquelas mordomias não teriam fim, mas acabou perdendo tudo; enfim, seu sofrimento levou-o ao arrependimento e ele resolveu voltar à casa do pai que o recebeu com muita alegria, o mesmo não acontecendo com o seu irmão mais velho.
Todos que vivem neste Planeta se encaixam nessa Parábola. Muitas vezes agem como o filho obediente ficando junto ao pai, mas interiormente retêm mágoa, revolta, egoísmo, rancor, contra pessoas e acontecimentos, sem perceberem que esses sentimentos estão os prejudicando, impedindo o seu crescimento espiritual. Outras vezes, agem como o filho pródigo, partindo em busca daquilo que acham ser o caminho, e depois de muita dor e arrependimento, reconhecem que o melhor é voltar.
Embora Deus sempre ajude aos seus filhos, é preciso que estes criem em si atitudes que permitam ao Pai atender-lhes, ou seja, aproveitem todas as oportunidades que tiverem e todas as que surgirem para que façam o bem, fortalecendo-se em Deus, para
a realização daquilo que os compete.
Afirmou o Apóstolo João que “Deus é Amor” e exatamente por isso cada pessoa pode confiar na sua misericórdia para com suas falhas e também, procure compreender os processos educativos da vida, certa de que o sofrimento e a dor são apenas ocorrências.

Todos foram criados por Deus para conquistarem a felicidade, tornando-se infelizes somente quando se afastam das Leis Divinas. A dor representa somente sinal de alerta, convocando-lhes para que retomem o verdadeiro caminho.

Já é sabido como é importante a melhoria do comportamento e, um dia, cansados dos erros e aflições, os seres humanos despertarão suas consciências para as luzes da Vida Maior. Exatamente como o menino que pouco a pouco se torna adulto, como o filho pródigo, encontrando o caminho certo para o retorno à casa do pai, que representa o Amor, a Misericórdia e a Justiça de Deus.

 

O universo

As crianças não costumam fazer diferença de cor ou classe social, e os sentimentos de igualdade e humildade estão sempre presentes em seu universo, deixando de fora todas as diferenças criadas entre as pessoas na Terra.
O mal está presente neste Planeta, mas as crianças costumam dar preferência ao Bom e ao Belo. No Livro dos Espíritos, questão 385, diz que “a infância não é somente útil, necessária, indispensável, mas ainda ela é a conseqüência natural das leis que Deus estabeleceu e que regem o Universo”. E, sendo uma conseqüência natural, ainda com possibilidades de agir no mundo sem as lembranças de quem realmente são, agem com pequenos gestos de maneira simples, dentro de uma inocência e flexibilidade, que as tornam mais acessíveis às impressões que podem modificar sua natureza e fazê-las progredir. (Ver: ESE, Capítulo VIII)
Se a sensibilidade infantil acompanhasse o ser humano até a fase adulta, seria possível resolver os problemas com a mesma praticidade com que as crianças resolvem os seus.
Os adultos têm muito o que aprender com as crianças e o Mestre Jesus foi bem claro quando disse: “ Deixai vir a mim as criancinhas, e não a impeçais; porque o reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham. Eu vos digo em verdade, todo aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, nele não entrará...”
Kardec explica que “a pureza de coração é inseparável da simplicidade e da humildade e exclui todo pensamento de egoísmo e de orgulho; por isso Jesus toma a infância por emblema dessa pureza, como a tomou para a humildade.”(ESE, capítulo VII, item 3).
Deve-se considerar, portanto, todas as oportunidades que Deus concede para a evolução pessoal e conseqüentemente, coletiva, cotidianamente, atentando-se também aos exemplos das crianças.

Leis divinas em todas as fases.

A adolescência é um período da vida em que a pessoa, sujeito de direito e em condição peculiar de desenvolvimento, enfrenta alguns conflitos naturais advindos de mudanças em sua estrutura física, psíquica e passa a assumir maior número de papéis perante a sociedade.
Quando o adolescente passa pelo período infantil convivendo com exemplos edificantes dos familiares, e já tendo conhecimentos sobre as Leis Divinas, os conflitos tendem a ter conseqüências mais atenuantes.
Conforme os jovens da pré-mocidade do Núcleo Espírita “O Semeador”, é importante os adultos transmitirem às crianças os
ensinamentos do Pai Criador, pois quanto mais você aprende, terá mais condições de ensinar àqueles que estão a sua volta, aumentando o grau de compreensão sobre as situações adversas. Destacam também que não basta aprender, é importante respeitar e praticar essas Leis na convivência diária. E, quanto mais entendimento, mais a pessoa terá condições de se ajudar e de ajudar ao seu próximo.
Questionados sobre o que podem transmitir aos demais jovens, dos conhecimentos adquiridos através dos cursos de Evangelização do Semeador, destacaram que é importante não destruírem, mas protegerem a natureza, a ter paciência, a compreender melhor o que acontece ao redor, a cultivar coisas boas e não desperdiçar, além de que consideram necessário todas
as pessoas conhecerem e estudarem as Leis Naturais.
Como testemunho das interferências do conhecimento em suas vidas, avaliam mudanças de hábito como: a prática da oração, pensar antes de fazer algo, utilizar tudo o que aprenderam para o bem, atitudes mais positivas como não jogar lixo na rua, respeitar a natureza, refletir mais sobre os acontecimentos da vida e uma melhor compreensão sobre as fases naturais do crescimento físico e psíquico.
Aprender é imprescindível, pois o Espírito carece de progresso Intelectual. E tudo o que se aprende deve ser refletido e praticado na forma do Bem. Quando isso ocorre é sinal de que a pessoa, seja jovem ou adulta, está respeitando e vivenciando as Leis Divinas ou Naturais que guiam para a Evolução.

Perguntas 614,619,647

614. O que se deve entender por lei natural?
– A lei natural é a lei de Deus. É a única verdadeira para a felicidade do homem; ela lhe indica o que deve ou não fazer, e ele é infeliz somente quando se afasta dela.
619. Deus deu a todos os homens meios de conhecer Sua lei?
– Todos podem conhecê-la, mas nem todos a compreendem; os que a compreendem melhor são os homens de bem e os que procuram pesquisá-la; entretanto, todos a compreenderão um dia, porque é preciso que o progresso se realize.
¤ A justiça das diversas encarnações do homem é uma conseqüência desse princípio, uma vez que a cada nova existência sua inteligência é mais desenvolvida e compreende melhor o bem e o mal. Se tudo devesse se cumprir numa única existência, qual seria a sorte de tantos milhões de seres que morrem a cada dia no embrutecimento da selvageria ou nas trevas da ignorância, sem que tivesse dependido deles o esclarecimento? (Veja as questões 171 e 222.)
647. Toda a lei de Deus está contida no ensinamento de amor ao próximo ensinado por Jesus?
– Certamente esse ensinamento contém todos os deveres dos homens entre si; mas é preciso vos mostrar sua aplicação, senão deixareis de o cumprir como fazeis até hoje; aliás, a lei natural compreende todas as circunstâncias da vida e esse ensinamento é apenas uma parte da lei. Os homens necessitam de regras precisas. Os ensinamentos gerais e indefinidos, por serem muito vagos, possibilitam diversas interpretações.


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Agora é o Tempo - É tempo de ser feliz

DINHEIRO
Autor: Francisco
Cândido Xavier
Espírito: Emmanuel

Neste pequeno livro o autor pede licença para reportar-se ao dinheiro que se faz dínamo do trabalho e da beneficência.
Não desconhece que na base do dinheiro é que se fazem os aviões e os arranha-céus, no entanto, é igualmente com ele que se consegue o lençol para o doente desamparado ou a xícara de leite para a criança desvalida.
Para quantos procuram conhecer o assunto em foco, trocando a moeda pelo pão destinado a socorrer as vítimas da penúria ou permutando-a pelo frasco de remédio para aliviar o enfermo estirado nos catres de ninguém, reconhecerão todos aqueles que o dinheiro também é de Deus.

 

 

 

Carma,clariaudiência,vidência

CARMA: s.m.1. Nas religiões da Índia, encadeamento de causa e efeito, tanto no plano físico quanto moral. (KL). Termo que expressa a lei de ação e reação ou de causa e efeito a que o espírito está sujeito durante a sua jornada evolutiva.
CARMA COLETIVO: Ocorre em consequências de dívidas contraídas por um grupo de espíritos, por facções, por uma nação inteira.
CLARIAUDIÊNCIA: É a faculdade que permite ao médium, de uma forma quase constante, ouvir os espíritos e os sons do plano espiritual com clareza.
CLARIVIDÊNCIA: Visão clara e penetrante das coisas. É a faculdade que Allan Kardec denomina vidência propriamente dita, isto é, “faculdade que consiste na possibilidade, se não permanente, pelo menos frequente, de ver os espíritos que se aproximam, mesmo que estranhos” (LM: XII, 168). Ao médium clarividente é dado observar fatos e circunstâncias que ocorrem, mesmo à distância do lugar em que está.
VIDÊNCIA: s.f. Dom sobrenatural (que se atribui a certas pessoas) de ver o passado, o futuro, objetos ausentes ou inexistentes, etc. É a faculdade mediúnica que possibilita, ao médium que a possui, ver os espíritos; portanto “todo aquele que pode ver os espíritos sem auxílio de terceiros é, por isso mesmo, médium vidente. Mas em geral as aparições são fortuitas e acidentais.” (RE: 1858, p.338)
Fonte: Doutrina Espírita no tempo e no espaço - 800 verbetes especializados - A.Merci Spada Borges - Panorama comunicações.