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Boletim Informativo
do núcleo espírita "O Semeador"
Ano Vll - nº 33
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"Amar
: Este é o lema..."
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A
humanidade necessita dos sentimentos de amor e união.
Analisando aonde esses sentimentos devem estar mais presentes, concluímos
que é em todo o mundo. No entanto, eles devem nascer e serem
multiplicados no seio da família. Só então, já
fortalecidos, eles se tornam capazes de expandir, envolvendo os amigos,
até atingir toda a humanidade.
Cada criatura deve despertar para a sua importância neste ciclo
da evolução e perceber que diretamente será capaz
de atingir, com seus sentimentos, um número limitado de pessoas;
porém, indiretamente, quando estes são multiplicados,
é capaz de abranger todo o Planeta.
O Semeando, ciente de seu papel e da urgência em trazer essas
reflexões, traz nesta edição o tema Família
, além de uma homenagem às Mães.
A convivência em Família necessita cada vez mais ser
discutida e refletida. Deve estar sempre em pauta, posto que ela não
é fácil e ao mesmo tempo necessária, além
de significar um Direito de Todos.
E, para aqueles que estão enamorados: dia 12 de junho é
dedicado à vocês. Mas não se esqueçam que
a dedicação e o respeito devem estar presentes o ano
todo. E lembrem-se que a família começa com a união
entre duas pessoas. Construí-la em bases sólidas é
um ótimo começo.

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O
que é familia
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No livro SOS Família - psicografado por Divaldo Pereira Franco,
Joana de Angelis define família da seguinte forma: ...tornou-se
a célula máter do organismo social onde se desenvolvem
os sentimentos, a inteligência, e o espírito desperta
para as realizações superiores da vida.
É imprescindível perceber a
importância da família para o
crescimento do Espírito,
moral, física e intelectualmente.
A família entendida de maneira tradicional
é aquela composta de pai, mãe e filhos. Nos dias atuais,
a estrutura familiar, por decorrência de diversos fatores, não
pode ser entendida desta forma. Muitas famílias são
constituídas por avós e netos; tios, filhos e sobrinhos;
irmãos mais velhos que são responsáveis pelos
mais novos, dentre outros variados formatos.
Roberto Da Matta, antropólogo, diz: Entendemos que família
é uma instituição formada por um grupo de indivíduos
diferenciados em sexo e idade, que se relacionam cotidianamente, causando
uma dinâmica que envolve emoções.
A importância do grupo familiar é clara entre os estudiosos,
porém na prática está havendo uma profunda desvalorização
deste grupo social, onde pais abandonam filhos e parte destes, muitas
vezes sem referência, vagueiam por caminhos tortuosos.
Não é possível, porém, responsabilizar
somente uma parcela da sociedade. A desvalorização vem
ocorrendo em todos os campos, reforçada pela mídia que
veicula todos os dias trocas de casais; pelos apelos do ter
em detrimento do ser; pela falta de tolerância entre
as pessoas; pela vontade de começar de novo, sem que tenha
concluído o ciclo da encarnação.
A instituição família tem sido considerada decadente
e por isso, como diz Joana de Angelis: ...torna-se tão
urgente quão inadiável um esforço generalizado
para serem restaurados os valores ético-morais, culturais e
espirituais da Humanidade...(livro: Um desafio chamado família
Joamar Zanolini Nazareth)
Deve existir um movimento de priorização da família
nuclear, expandindo para a família universal. E isto significa
agir com responsabilidade, dar e receber afeto, tanto do cônjuge,
como das crianças e dos idosos; respeitar-se mutuamente e amar
aquele seu próximo mais próximo. Pois é através
dele que será possível alcançar os degraus da
escala evolutiva e comungar o Amor Vivenciado por Jesus.

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Planejamento
familiar
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O direito ao planejamento familiar está previsto na Constituição
Federal, parágrafo 7º do Artigo 226: Fundado nos
princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável,
o planejamento familiar é livre decisão do casal, competindo
ao Estado propiciar recursos educacionais e científicos para
o exercício desse direito, vedada qualquer forma coercitiva
por parte de instituições oficiais ou privadas
De acordo com essa norma, mulheres e homens têm o direito de
decidir livremente sobre o número de filhos que querem ter.
Assim como devem ter acesso à informação e aos
meios para regular a sua fecundidade que abrangem a educação
sexual, o acesso aos serviços de saúde e ao uso de contraceptivos,
como camisinha e pílula anticoncepcional, e também a
esterilização voluntária (laqueadura das trompas
ou vasectomia).
O Planejamento Familiar deve ser uma atitude consciente e acordada
entre o casal, para que não haja riscos de um sonhar em ter
outros filhos e o outro, por exemplo, realizar a esterilização.
A Legislação terrena compreende que o Planejamento Familiar
consiste em um Direito da pessoa. O que é moralmente condenável
são os abusos praticados, tanto por homens, quanto por mulheres.
A Lei de Ação e Reação é uma lei
natural e significa que para cada ato existe sua conseqüência
e esta pode ser positiva ou negativa. O que irá determinar
é a intenção ao praticar o ato.
Jesus ensinou que antes de qualquer atitude, a pessoa deve se perguntar
se esta não irá prejudicar alguém, se a intenção
é fazer o bem ao outro e a si mesmo, e se ninguém ao
final, terá algo a se lamentar. Seguindo este ensinamento,
a consciência estará tranqüila.
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Os
porcos espinhos
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Durante a era glacial, muitos animais morriam
por causa do frio.
Os porcos-espinhos sentiram que se juntando em grupos, se agasalhavam
e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros
mais próximos, justamente os que forneciam mais calor.
E tornaram por isso a se afastar um dos outros.
Voltaram a morrer congelados.
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Precisaram fazer uma escolha:
ou desapareciam da face da Terra, ou aceitavam e aprendiam a conviver
com os espinhos do semelhante.Com sabedoria decidiram voltar a
ficar juntos.
Aprenderam a conviver com as pequenas feridas que uma relação
muito próxima podia causar, já que o mais importante
era o calor do outro.....
E assim terminaram sobrevivendo. |
VIVER
EM GRUPO PEDE ALTRUÍSMO E SABEDORIA

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O
lar Espírita
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P.
775 - Qual seria para a sociedade o resultado do relaxamento dos Laços
de Família?
R. Uma recrudescência do egoísmo.
É de importância vital a harmonia deste grupo de criaturas,
reunidas pelo imperativo das próprias necessidades expiatórias.
Kardec resumiu como desastroso o relaxamento dos laços familiares.
(Livro dos Espíritos)
Para conhecer o caráter de um indivíduo
na sociedade, no exercício da profissão, basta conhecer
a conduta da família, ou mais precisamente o comportamento
dele com a sua família. Isto está em maior evidência
atualmente. Soma-se à capacidade intelectual os princípios
morais.
Como Espíritas e Cristãos
nosso papel é de vivenciar Espiritualmente em nossos lares.
Ao observar nossas atitudes num dia, podemos nos surpreender com a
maioria delas sendo atitudes materiais.
O Planeta e o Universo dependem do que semeamos nos corações
e nas mentes que nos cercam de perto nesta encarnação.Nosso
mundo é um educandário, onde todos estão em processo
de reajustamentos. Confrontamos na família com antigas pendências,
algumas representando fortes sulcos em nosso Corpo Espiritual, solicitando
paciência e abnegação.
P.
685- Quando se pensa na massa de indivíduos diariamente lançados
na corrente da população, sem princípios, sem
freios, entregues aos próprios instintos, deve-se admirar das
conseqüências desastrosas deste fato?
R. Ensina-nos a Doutrina que a influência
que mais é absorvida na formação do caráter
é o exemplo. Na busca da integração social na
nova existência, a criança procura amoldar-se mais ao
comportamento dos que a cercam do que ao que lhe dizem.
(Livro dos Espíritos)
O lar espírita não deve
ser simplesmente uma morada, mas um local acolhedor onde se encontram
almas necessitadas de desenvolver sentimentos de amor e perdão,
onde os Espíritos se refazem das lutas de cada dia e se ajudam,
fraternalmente, trabalhando por um futuro melhor.
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Parentesco
corporal e espiritual
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A origem da família pode ser percebida na história da
humanidade através da Bíblia, no Livro de Gênesis,
o 1º livro de Moisés.
O grupo familiar nos seus primórdios era uma reunião
de indivíduos que buscavam se defender dos demais. Reunidos,
criavam as condições básicas de sua sobrevivência.
A constituição e defesa da prole, sua alimentação
e seu desenvolvimento até que esta, por sua vez, se transformasse
em adultos e com sua força de trabalho voltasse a sustentar
o grupo original, agora ampliado por novos acasalamentos. Este era
o círculo virtuoso da família tribal.
Séculos se passaram e é possível reconhecer essas
idéias estruturais na família moderna. Ainda hoje, as
pessoas unem-se aos parceiros deixando seus lares de origem. Constituem
novos lares e trazem os filhos ao mundo. Trabalham para eles, os alimentando
e defendendo de um mundo hostil até que, por sua vez, em plenas
condições de adultos, eles cumpram a sua parte na evolução
social.
Se tudo tem sido tão ensaiado, geração após
geração, por que a felicidade não se encontra
disponível? É sabido que a família é um
lugar de reencontros. De acordo com a Doutrina Espírita, a
evolução se faz individualmente, porém, não
dispensa o concurso do grupo.
Os membros de uma mesma família estão ligados por laços
duradouros, embora haja as trocas de papéis, necessárias
ao aprendizado. Assim, o pai de ontem poderá ser o filho ou
o neto de hoje; a filha de hoje pode ter sido a esposa de ontem com
todas as variáveis possíveis.
A família, porém, muitas vezes torna-se palco de desencontros.
Alguns lares se formam já fadados ao fracasso do relacionamento,
devido ao descaso dos parceiros na formação de laços
de afeto baseados no respeito, no interesse, na tolerância.
Quando surgem os momentos de avaliação, exigindo maturidade
e renúncia do par, a separação acontece sem levar-se
em consideração as suas conseqüências.
Nos lares formados por pessoas que se autodenominam céticas,
e que estão voltadas aos valores exclusivamente materiais,
não há o sentimento demonstrando que existe um poder
superior ao qual se deve respeitar. O lema deste tipo de lar assemelha-se
ao salve-se quem puder, gerando um ambiente difícil
aos seus habitantes. São lares onde, muitas vezes, os filhos
são considerados acidentes da vida sexual, tornando-se
problemas a serem enfrentados, ou pior, ignorados. Estes filhos normalmente
são abandonados à própria sorte, ainda que não
lhes falte todos os recursos materiais, boas escolas, viagens. Mas
os pais não se aproximam afetivamente e não permitem
a aproximação dos filhos criando um caos emocional no
lar. Nem o Mestre Jesus prescindiu a família. Todo o Universo
está disposto em famílias desde as rochas até
as estrelas. Por que os seres humanos a dispensariam? Num mundo de
transição qual o que se vive hoje, é a família
o porto seguro para onde voltar, após as lutas do dia.
É preciso cuidar para que o ambiente espiritual dentro do lar,
mantenha-se repleto das melhores vibrações de compreensão
e paz, onde os seus habitantes serão os primeiros favorecidos.
Assim as forças serão refeitas, a educação
dos filhos terá maiores chances de se fixar, e os laços
de afeto poderão se fortalecer, quando não possam ser
solucionados em amor.
As diferenças de personalidade, associadas a história
espiritual, faz com que a convivência se torne um desafio constante.
Mas afinal, o reencontro não é por acaso! Há
dias de maiores desafios em qualquer lar bem intencionado, e outros
de tranqüilidade felizmente.
É importante usar os recursos tão simples e disponíveis
que a Doutrina dos Espíritos recomenda: o culto do Evangelho
no Lar, semanal; a tarefa em prol do próximo; a freqüência
à Casa Espírita e o estudo das Obras Básicas.
É tempo de reconhecer que o lar é correspondente à
família. Transforme as casas em lares e os lares em escolas
vivas, onde os corações poderão enfim exercitar
o amor de uns para com os outros.
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Pedagogia
Natural
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Viver
é um ato pedagógico. A Terra é um planeta-escola
e nós somos seus alunos. Pessoas já evangelizadas têm
a certeza de que estamos aqui a trabalho e não a passeio
(A reforma íntima começa no berço - Américo
Marques Canhoto)
Conhecendo a doutrina espírita em
seu aspecto mais simplificado, o ser humano toma consciência
de sua qualidade de aprendiz. Através da convivência,
diariamente, espíritos trocam experiências, ensinam e
aprendem. Uns mais, outros menos. Uns mais rapidamente, outros, lentamente.
Engana-se que se considera em estágio adiantado de evolução.
Muitas vezes, espíritos habitando corpos infantis nos dão
lições de vida em frases mal-construídas, mas
de vasto significado.
Quando se fala que o lar é a primeira escola do espírito,
logo forma-se a imagem de pais educando filhos, 100% responsáveis
pelo que estes se tornarão no futuro. Entretanto, a doutrina
vem esclarecer: responsáveis sim, mas não 100%. Não
se pode esquecer da bagagem espiritual que todo ser carrega de encarnação
em encarnação, que vai sendo aprimorada, ampliada, explorada,
até que o mesmo alcance a pureza necessária ao estágio
da perfeição angelical.
Rita Foelker, no Workshop do Semeador, em 25/04/2004, falando sobre
Como criar filhos sob a ótica espírita,
ressaltou a importância do exemplo.
Educar não é apenas dizer como se faz, é
preciso que a família seja, em primeiro lugar, o referencial
seguro que permita à criança ter seu espaço para
que ela mesma construa seu caráter, suas aspirações,
explorando suas tendências e inclinações naturais.
De nada adianta a palavra vazia, não acompanhada de atitudes.
Quando o homem passa a enxergar em cada passo seu um ato pedagógico,
compreende a necessidade de educar-se para educar. De sentir-se seguro
para transmitir segurança. E compreende o educar
como orientar e amparar um novo espírito
no início de sua caminhada.
Plantando-se a boa semente, a árvore crescerá sadia,
e seus frutos certamente serão doces. Uma família bem-estruturada
é solo fértil, pronto a receber a semeadura.

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O
lar e a escola da educação
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A educação intelectual
é desenvolvida na escola, porém, a educação
moral é transmitida dentro do próprio lar. Os adultos
que não conseguiram assimilar os valores morais, não
têm como transmiti-los aos filhos, porque o discurso não
será condizente com a prática. E os adolescentes prezam
a sinceridade e a cobram a todo instante do meio em que vivem, principalmente
dos adultos.
É imprescindível buscar o aprimoramento intelectual
e, principalmente o moral continuamente. Kardec, através de
suas obras, trouxe a máxima: Amai-vos e Instruí-vos.
É a partir deste preparo que os adultos de hoje conseguirão
os subsídios necessários para auxiliarem na formação
dos adultos de amanhã.
A melhor forma de Educação é o exemplo. Uma postura
positiva dos pais, onde os jovens são levados a compreender
seus direitos e limites, é capaz de levá-los à
reflexão, sem a necessidade do uso agressivo das palavras,
ou agressão física, sermões ou de frases feitas.
A sinceridade e a cumplicidade - como no exemplo: o pai ou a mãe,
ao sair, avisa ao filho aonde vai e a que horas retorna - estreitam
os vínculos e criam um canal de diálogo e respeito.
É sempre muito importante o conhecimento de si mesmo e a prática
da Reforma Íntima. É preciso conhecer-se para que haja
a possibilidade de um bom relacionamento com as pessoas ao redor.
A
educação é o conjunto de hábitos adquiridos
(Kardec, LE p.685)

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Direitos
e Deveres perante a famìlia
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Os filhos têm
o dever do respeito para com a família. Família
é a primeira célula da sociedade e o comportamento
desenvolvido neste núcleo se refletirá na sociedade
e na constituição de novas famílias.
Sendo o lar o templo doméstico, cabe a cada um dos membros
purificá-lo com suas atitudes.
Respeito não é sinônimo de obediência,
mas uma troca de experiências, onde um aprende com o outro,
conhece seus limites e não os ultrapassa.Todos os jovens
têm os mesmos deveres dentro do lar.Porém ao jovem
espírita a cobrança é ainda maior, muitas
vezes feita por ele mesmo,por já trazer um conhecimento
da doutrina e das leis de ação e reação
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Este jovem já sabe que
num círculo familiar nem todos os Espíritos são
necessariamente afins, porém tem ciência de que a maioria
das uniões é pelos laços afetivos. O que só
aumenta a responsabilidade no convívio com os pais e irmãos.
Filhos Espíritas não são perfeitos, porém
são, no mínimo diferentes, pois convivem com companhias
que professam das mesmas crenças e tentam melhorar o convívio
com as outras pessoas, sem cobranças duras, mas com auto-crítica.
Segundo Joana de Angelis, os filhos têm o direito à alimentação,
moradia, segurança, estudo e, principalmente religião.
A obrigação de amor que os pais têm
com os filhos é a da provisão. Prover amor é
a mais nobre.
Pode-se afirmar que os filhos têm o direito de serem providos
de amor e capacitação.
A religião é uma escolha livre do adulto, no entanto,
até a fase de transição para a maioridade, a
responsabilidade é dos pais.
O maior de todos os direitos que os pais conferem aos filhos é
a Vida. A partir do nascimento, a luta é por qualidade. E o
objetivo deve ser a Vida Digna, que significa direitos e deveres respeitados
por todos, com a meta da Evolução com Jesus.

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Perguntas
773.774.775.204
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773.
Por que, entre os animais, os pais e os filhos não se reconhecem
mais, logo que estes não tem mais necessidade de atenções?
- Os animais vivem da vida material e não
da vida moral. A ternura da mãe por seus pequenos tem por princípio
o instinto de conservação dos seres aos quais ela deu
à luz. Quando esses podem bastar a si mesmos, sua tarefa está
cumprida e nada mais lhe pede a Natureza. Por isso, ela os abandona
para se ocupar com os recém-vindos.
774. Há
pessoas que interferem, no abandono dos pequenos animais pelos pais,
que, entre os homens, os laços de família não
são mais que um resultado dos costumes sociais e não
uma lei natural; que devemos pensar disso?
- O homem tem destinação
diversa da dos animais. Por que, pois, sempre querer identificá-lo
com eles? Nele há outra coisa além da necessidade física:
há a necessidade do progresso. Os laços sociais são
necessários ao progresso e os laços de família
são uma lei natural. Deus quis que os homens aprendessem assim
a amar-se como irmãos.
775 - Qual seria
para a sociedade o resultado do relaxamento dos laços de família?
- Uma recrudescência do egoísmo.
204. Uma vez que
temos tido muitas existências, a nossa parentela vai além
da que a existência atual nos criou?
"Não pode ser de outra maneira.
A sucessão das existências corporais estabelece entre
os Espíritos ligações que remontam às
vossas existências anteriores. Daí, muitas vezes, a simpatia
que vem a existir entre vós e certos Espíritos que vos
parecem estranhos."

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Evangelho
e Ciência - SOS família
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EVANGELHO E CIÊNCIA
Este livro tem a função
de auxiliar os leitores na grande tarefa do esclarecimento humano,
em relação ao panorama da realidade cósmica
para que se situe melhor diante de sua própria realidade.
Frente à fase de inquietação, violência
e insegurança que estamos vivendo, é preciso um
esforço maior de cada um de nós, para o nosso
aperfeiçoamento, fazendo o bem ao próximo, para
que as poderosas radiações do amor desintegrem
as negatividades em torno de nós, até que a Luz
Cósmica, a Luz Viva do Criador, possa exteriorizar-se
também de nossos espíritos.
Autor: Vilma Americano
do Brasil
Editora-Edicel
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S.O.S FAMILIA
...Os espíritos,
preocupados com a família, têm nos vindo, através
dos tempos, advertindo, orientando, conclamando os homens e
mulheres, à preservação do lar, mais apertando,
cada dia, esse laço, que prende um parceiro ao outro,
ambos responsáveis pela estrutura familial....
...S.O.S família é mais uma antologia de
trabalho dos Bons Espíritos, interessados em ajudar a
criatura humana na condição de espírito
eterno, na conquista da plenitude interior e da felicidade absoluta,
destinação de todos nós.
Autor: Divaldo Pereira
Franco
Editora-Leal
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Família-Família
Espiritual-Abnegação-afinidade
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FAMÍLIA
- s.f. 1. O pai, a mãe e os filhos:
família numerosa. 2. Todas as pessoas do mesmo sangue, como
filhos, irmãos, sobrinhos, etc. 3. Grupo de seres ou coisas
que apresentam características comuns: família espiritual.
4. Hist. Nat. Cada uma das divisões de uma ordem de seres vivos.
5. Os descendentes de um indivíduo, a linhagem, a estirpe.
Expõe o espírito André Luiz (NDM: 30, p.283):
"A família física pode ser comparada a uma reunião
de serviço espiritual no espaço e no tempo, cinzelando
corações para a imortalidade".
FAMÍLIA ESPIRITUAL: É
o agrupamento de espíritos encarnados e desencarnados que compartilham
sentimentos e ideais semelhantes, fundamentados na lei da afinidade.
A simpatia que os une é pura e sincera e constitui para eles
a verdadeira
felicidade.
ABNEGAÇÃO
- s.f.
Desinteresse, renúncia, desprendimento. É a
doação
desinteressada em favor dos semelhantes. É o esquecimento de
si mesmo, para servir ao próximo, a ponto de sacrificar-se
em benefício de outrem. O maior exemplo de abnegação
foi dado por Jesus, que deixou os planos luminares para reencarnar
na Terra, primitiva e agreste, doando a própria vida por amor
à humanidade. Milhares de espíritos abnegados renascem
na Terra no decorrer dos milênios, numa total doação
pelos semelhantes.
AFINIDADE:
1. s.f. Conformidade, aproximação,
relação, simpatia: afinidade de gostos, de caracteres;
afinidade entre a música e a poesia. Quimica: tendência
dos corpos a se combinarem: o carbono tem afinidade pelo oxigênio
/ O parentesco que se contrai, pelo matrimônio com a família
do cônjuge: o cunhado é parente por afinidade. (KL) É
o laço de simpatia que une os seres entre si. As relações
de afinidade podem ocorrer entre encarnados, entre desencarnados e
entre encarnados e desencarnados. É pela afinidade que se formam
os grupos de amigos em ambos os planos da vida. A afinidade pode ser
moral e de fluidos.
Fonte: Doutrina espírita no tempo
e no espaço - 800 verbetes especializados - A.Merci Spada Borges
- Panorama comunicações
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