Boletim Informativo do núcleo espírita "O Semeador"
Ano V - nº 32 -Fevereiro-Março-Abril de 2004

 


Editorial - Ano novo vida nova.
Para Refletir - Trabalho voluntario.
Assistência Social -Trabalho-dedicação e respeito
Estudos Doutrinários -A lei do trabalho
Assistência Espiritual - O tarefeiro espírita
Evangelização infantil - O trabalho da criança
Pré-Mocidade -O trabalho e a legislação especial
Mocidade - O jovem e o trabalho
Perguntas de Kardec -A necessidade do trabalho.

Aprendendo com histórias- Um estímulo especial.

Glossário - Adoração-Abnegação-água fluidificada.

 

Ano novo...vida nova?


O ano de 2004 será muito melhor do que os anteriores. Sabem por quê? Porque assim nós o queremos!!!
A Vida não é Nova e por isso mesmo necessita ser renovada, de forma que a tornemos mais alegre, mais produtiva.
Como fazer isso? TRABALHANDO.
Esta edição traz temas que possibilitam nossa reflexão acerca do trabalho e a nossa relação com ele.
Podemos, devemos e necessitamos trabalhar em diversas áreas de nossa vida como a nossa relação com nós mesmos, com a nossa família, com as outras pessoas, com o estudo, sempre dedicando atenção a cada uma delas, buscando melhorar o que não está bem e reforçando as nossas qualidades.
Uma maneira de fazer com que isso aconteça é nos dedicando ao próximo, através do trabalho voluntário.
A princípio colocamos muitos obstáculos para não assumirmos uma responsabilidade dessas: “Não tenho tempo”...“Ah, se eu tivesse mais dinheiro”... “No ano que vem eu vou me dedicar a uma causa nobre”...“Assim que eu....”
As desculpas são inúmeras, mas a verdade é que se tivermos meia hora por dia para dedicá-la a alguém, já é um começo.
Seja criativo. Pense em alguma maneira de aproveitar melhor a sua oportunidade de vida. Quando nos dedicamos a alguma causa que não seja a nossa, estamos trabalhando o nosso egoísmo e muitas outras imperfeições, aumentando a nossa capacidade de sermos pessoas melhores.
Vamos construir um 2004 rico em felicidade, paz, amor, compreensão, harmonia, prosperidade....

 

 

Trabalho voluntário

Para ter clareza do que é Trabalho, faz-se necessário recorrer à sua definição. Encontra-se no minidicionário Luft, 3ª edição, a seguinte explicação: “Trabalho: 1.Aplicação das forças mentais ou físicas na execução de uma obra. 2. Lida, fadiga, esforço. 3.Ocupação, emprego.”
Sendo assim, é necessário reconhecer que existem diversas formas de se trabalhar e o Trabalho no sentido amplo da palavra implica no remunerado, não remunerado e no voluntário.
O Trabalho remunerado é aquele que em troca de sua realização recebe-se um pagamento em dinheiro, em mercadorias, ou outras formas.
O Trabalho não remunerado é o que realiza, por exemplo, a dona de casa. Este, muitas vezes, não é reconhecido pelas pessoas como sendo um trabalho, no entanto encaixa-se perfeitamente na definição acima.
E o Trabalho voluntário é aquele realizado em alguma entidade ou instituição, ou na própria comunidade, sem receber qualquer outra forma de pagamento que não seja somente a satisfação de ver o sorriso no rosto das pessoas (crianças, jovens, adultos ou idosos), ou sentir que eles estão com o seu fardo menos pesado devido à ajuda de outros.
A semelhança entre eles é que todos exigem algum esforço, dedicação e disponibilidade por parte de quem o está realizando, porém um existe independente do outro.
Segundo ainda o minidicionário Luft, 3ª edição, Voluntariado “é qualidade de voluntário” e voluntário: “1. Que(m) age espontaneamente, não coagido...”
Portanto, qualquer pessoa, independente de sua idade, condição social, religião, escolaridade, pode ser um trabalhador voluntário desde que esteja disposto a doar tempo e amor.
No momento em que as pessoas passam a encontrar possibilidades de dedicarem-se um pouco Bs outras, é sinal de que estno aprendendo a liçno de Amor do Cristo.

 

 

Trabalho-dedicação e respeito

A equipe do Semeando buscou destacar um dos trabalhos mais exigentes dentro da Casa, que é o da área social. Quando trabalha-se com pessoas carentes, geralmente esta carência não é somente material, mas emocional, afetiva e, muitas vezes, espiritual.
Questionamos à equipe de colaboradores o seu sentimento em relação ao seu trabalho e o resumo de suas respostas encontram-se a seguir:

> Por que você dedica o seu tempo ao trabalho voluntário?
Nada é mais gratificante do que fazer o que gosta, além de ser útil e poder ver nas pessoas o sorriso de agradecimento. O trabalho remunerado nem sempre traz tudo isso, porque está em jogo o dinheiro, o poder. No trabalho voluntário a gente se dá pelo prazer de servir.


> O que você sente no momento em que está realizando o seu trabalho voluntário?
No fim de cada trabalho a gente se sente bem, feliz, realizado. No social carregamos muito peso, limpamos e por isso devíamos sentir cansaço. No entanto, no fim do dia o cansaço vai embora e nos sentimos mais leves.

> O que você pode dizer às pessoas que ainda não iniciaram um trabalho voluntário?
Para iniciar um trabalho voluntário, é preciso ter consciência de sua importância. Todo trabalho é importante e se o voluntário cumprir com a sua tarefa, todo o trabalho corre bem. Algumas pessoas não podem sair de casa para o trabalho voluntário e o realizam lá mesmo, como costurar, bordar, fazer tricô, pregar botões, entre outras atividades.
Para ser voluntário é preciso ser responsável, pois cada um é uma peça da engrenagem e se faltamos com o nosso dever, ela não funciona como deveria.
Para ser voluntário temos de lembrar que
trabalhamos para Jesus. O nosso trabalho voluntário é na Seara do Mestre.

 

A lei do trabalho

“Sob o ponto de vista terrestre, a máxima: Buscai e achareis é análoga a esta: Ajuda-te, e o céu te ajudará. É o princípio da Lei do Trabalho, e por, conseguinte, da lei do progresso, porque o progresso é filho do trabalho, e o trabalho coloca em ação as forças da inteligência”.
(E.S.E.Cap. XXV, item 2)

O mundo material requer atividades materiais e cabe ao Homem exercê-las. E Deus reconhece o esforço de cada ser, favorecendo pela Lei de Ação e Reação a recompensa dos que se dedicam mais assiduamente.
Sem a prática da Lei do Trabalho não é possível ser um bom cristão, pois diz o Mestre: “Se quiseres ser o maior no Reino dos Céus, vá e serve”.
Deus criou o mundo e tudo o que há nele. Cabe às pessoas, que também são criações divinas, a obra do progresso deste mundo.
É na prática das tarefas que se adquire experiência e compreensão. A alegria de servir, satisfação que a pessoa sente ao cumprir um dever de forma espontânea, somente pode ser conhecida por aquele que já experimentou servir mais que ser servido.
Sendo evoluir o objetivo da humanidade, então, juntar o conhecimento adquirido com a prática (trabalho) é o melhor caminho, e o mais rápido para a evolução do ser.

E como o trabalho é realizado pelos expositores da área de ensino dentro do Semeador?

A preparação ideal para ser um expositor de aulas dos cursos regulares, parte da necessidade de ler o assunto e fazer um pequeno resumo ou levantar os pontos a ser comentados por tópicos. Depois, questionar-se qual o objetivo principal daquela aula. Observar se a aula tem começo (introdução), meio (os tópicos) e fim (concluindo o assunto).
O material didático fica num segundo estágio, analisando qual o melhor recurso para melhor fixação do assunto proposto.
O tempo disponibilizado para a preparação da aula depende de cada expositor. Ele deve dedicar o tempo necessário para preparar uma aula esclarecedora e ao mesmo tempo interessante.
No entanto, o trabalho do “expositor” passa a ser uma constante na sua vida. São necessárias muitas pesquisas para atualização de conhecimentos - pois a doutrina espírita atualiza-se a cada dia que passa, aproximando-se cada vez mais da ciência - atenção redobrada quanto à propria conduta, e acima de tudo, responsabilidade, pois, afinal, o ensino doutrinário nada mais é que uma continuidade do trabalho dos apóstolos de Jesus!

 

O tarefeiro Espírita

O trabalho foi a primeira preocupação do Criador. A vida é trabalho. A sabedoria do Senhor deu a todos a possibilidade de participarem do trabalho numa divisão infinita. Aquele que está meio desanimado deve observar as formigas, as abelhas, os pássaros, os peixes e até as árvores no seu constante labor.
Se alguém assistisse a um filme na expressão cinética (movimento) de como vive uma planta, daria graças a Deus por serem todos os movimentos guiados por uma inteligência: a mecânica de respiração, as mutações de elementos e a fotossíntese, a purificação do ar e a força magnética das raízes que trabalham em sucção de água. Quando este líquido se escasseia em seu derredor por mais de quinze metros, a engenharia divina dá distribuição às raízes, para suportarem o peso do corpo da árvore.


Tudo isso e muito mais é trabalho bem orientado, bem dirigido que se transforma em movimento e este em vida.

Eles vivem bem porque trabalham e muito. Os peixes conservam as águas, transmutam elementos e compõem formas bioquímicas, em trocas com outros seus semelhantes de espécie diferentes. Trabalham porque se movimentam constantemente. E esse mover é o misturar de raios e ondas, de essências e fluidos.


As aves têm igualmente seu grande labor na higienização do mundo, na alimentação das pessoas e na arte de distrair. Os insetos têm suas obrigaçôes e os vírus, até certo ponto, garantem a vida humana. Tudo isso é trabalho. Se os seres humanos desfrutam do trabalho de muitos animais é justo que trabalhem com vontade e alegria.


O Centro Espírita tem diversos departamentos como Assistência Social, Assistência Espiritual, Estudos Doutrinários, Infância, Mocidade, Eventos, entre outros, que unidos formam uma grande engrenagem para o crescimento da própria Casa e de todos que a freqüentam: os assistidos, alunos e tarefeiros diversos.


Geralmente o primeiro contato dos que buscam o Centro Espírita é a Assistência Espiritual, através da orientação e passes, que são precedidos pelas palestras evangélicas. Ao adquirirem o equilíbrio espiritual e/ou físico, essas pessoas são encaminhadas para os Estudos Doutrinários e, em seguida, estarão encaixando-se nas tarefas da Casa, deixando de serem assistidos e tornando-se tarefeiros de Jesus.


Cabe ao trabalhador de Cristo, para bom resultado da tarefa que executa, ser sóbrio em suas atitudes dentro e fora da Casa Espírita, assíduo ao trabalho, ponderado, buscar sempre o estudo, cultivar a vontade sincera de ajudar o semelhante, confiar na Espiritualidade, fé na Doutrina Espírita e ter muito respeito pela Cúpula Protetora; enfim, esforçar-se sempre pelo seu aperfeiçoamento moral para ser instrumento útil dos companheiros espirituais no atendimento aos que necessitam.

É no Centro Espírita que todos se unem para a verdadeira prestação de serviços.
Que todos colaborem sempre para um clima fraterno em que possam sentir-se como uma família, ajudando-se mutuamente em uma comunhão de esforços para alcançarem realizações muito fecundas.


A Casa Espírita é um espaço sublime de orientações, preces, estudos e meditações, estabelecendo-se contato maior da Terra com o Plano Superior, fazendo descer sobre o coração humano a bênção da luz que o reconforta e reanima.


“Sigamos o Caminho envoltos na doce esperança do porvir, banhando-nos na aura sagrada do Grande e Divino Mestre Jesus.”

 

 

O trabalho das crianças

A infância é o “recomeço” de uma experiência. É o período onde o espírito está reconstruindo sua personalidade. Nesta fase, o espírito está silenciosamente reconstruindo sua casa mental, reaprendendo, reestruturando-se para uma nova experiência.
Segundo Dora Incontri em “Educação Segundo o Espiritismo” “O período infantil é um período muito sério, porque então o homem, ainda não aparelhado física e psiquicamente para o trabalho considerado produtivo no mundo, pode dedicar-se ao trabalho não produtivo (economicamente), mas nem por isso menos importante: o trabalho de aprender, de amar, de construir a si mesmo, de observar a vida e as coisas com olhos de interesse e entusiasmo...”
Na infância, onde a criança olha tudo com otimismo, alegria, deslumbramento onde tudo é novidade, é onde o espírito mais trabalha internamente, colhendo todas as informações que capta ao seu redor, e utilizando-as para reconstruir sua personalidade. É um trabalho inconsciente, porém, os pais devem ter consciência deste trabalho e fornecerem os subsídios necessários para que seja um tempo bem aproveitado.
A evangelização é uma grande fonte de boas informações para as crianças. Através dela, o evangelho passa a fazer parte do seu dia-a-dia, como uma coisa natural. Através do evangelho a criança passa a perceber o seu papel no mundo como cooperador direto da obra divina.
Se durante este período da sua existência ela não pode “trabalhar” para um retorno material, ela descobre que pode “trabalhar” praticando a caridade, ajudando ao próximo, e assim, “trabalha” para Jesus.Preparação das aulas

Como todos dentro do Núcleo Espírita, também a equipe de Evangelização Infantil é voluntária na lida com as crianças. E, por esse motivo, disponibilizam um tempo bastante significativo para a realização de tal tarefa.
Antes do desenvolvimento das atividades dentro da sala, a equipe se compromete a preparar as aulas, sempre com a preocupação em manter o interesse das crianças. Uma das preocupações dos Evangelizadores é que as crianças não podem pensar que a Evangelização é apenas uma “escolinha de sábado”. Por isso toda aula deve ser dada de forma agradável, gostosa, divertida.
Existem algumas regras seguidas pela equipe que são:

1) Toda aula deve possuir:
- um objetivo informativo (que traz a informação à criança).
Ex. A importância do perdão
- um objetivo formativo (que procura formar um hábito na criança).
Ex. Perdoar os amiguinhos

2) A estrutura da aula é sempre:
A. Prece inicial
B. Incentivação inicial
C. Desenvolvimento
D. Atividade
E. Avaliação
F. Fixação
G. Prece final

O programa é feito no início do ano e abrange as aulas do ano todo e a preparação de aulas é uma constante.
“Depois que virei evangelizadora, virei catadora de lixo”, brinca uma das colaboradoras. E continua: “Tudo o que vemos pode servir para alguma coisa: tubinhos de papel higiênico, potes de

sorvete, retalhos de papel, caixas, caixinhas e caixões”. Sempre procurando criar uma atividade interessante, mostrando que com coisas simples podemos criar diversão e aprendizado.”

A Arte de Ensinar exige muito da criança a Arte de Aprender. E Aprender é uma forma de trabalhar e melhorar o “eu” interior!

Encerramento do ano letivo - 2003

Na evangelização infantil, durante o ano todo as crianças estudam os ensinamentos de Jesus e os princípios básicos da doutrina espírita. No final do ano, é realizado um encerramento, onde as crianças realizam uma apresentação artística aos pais e convidados, mostrando o que aprenderam em seus estudos.
Em 2003, o tema central desta apresentação foi a importância da AMIZADE. Cada turma apresentou um aspecto da evolução histórica da amizade.
Começando pela PRÉ-MOCIDADE, que encenou uma peça de teatro, onde, em uma escola, uma turma um tanto rebelde aprendia o “valor da amizade” através de uma aula especial, com uma professora muito engraçada. O CICLO I apresentou a amizade na época da pré história, onde começaram a surgir os primeiros laços de afetividade, e onde começam a se formar as sociedades. O JARDIM trouxe a amizade com os animais, o CICLO II fez uma apresentação sobre a alegria presente na amizade com os amiguinhos, e o CICLO III mostrou a importância da amizade com os pais, tão esquecida hoje em dia.
O encerramento é um momento emocionante de confraternização entre pais, alunos e educadores, pois mostra os resultados de um ano de trabalho realizado com tanto amor.


 

O trabalho e a legislação

Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, é proibido qualquer trabalho a menores de dezesseis anos de idade, salvo na condição de aprendiz considerada a partir dos 14 anos.
O trabalho aqui especificado é aquele no sentido restrito da palavra e tem como finalidade coibir a exploração do trabalho infantil.
Os jovens da pré-mocidade têm 12 ou 13 anos de idade e, portanto, não podem, sob qualquer alegação, entrar para o mercado de trabalho, formal ou informal.
Questionamos, então, a esses jovens que tipos de atividades eles poderiam realizar que não vão contra a legislação que os protege, além de servirem para a sua melhoria enquanto pessoa e ainda colaborar para que o mundo também fique melhor.
Responderam que podem ajudar em Associações Amigos do Bairro ou Grêmios, serem voluntários nas escolas, no Semeador e, principalmente ajudar em casa.
Todos têm vontade de ter um trabalho remunerado, mas reconhecem que é cedo e precisam se dedicar bastante à escola, que reconhecem também ser um tipo de trabalho.

 

O jovem e o trabalho
A formação educacional e profissionalizante deve ser prioridade na vida do jovem, para que ele esteja e sinta-se mais preparado ao ingressar no mundo do trabalho.
No entanto, a realidade da maioria dos jovens aponta para a necessidade do trabalho remunerado, para sua manutenção e da família.
Quando o jovem entra para o mercado de trabalho, muitas vezes o prejuízo fica por conta da sua formação escolar. Dessa maneira, a dificuldade que ele tem de inserção no mercado de trabalho, devido a pouca idade e conseqüente falta de experiência, agrava-se se somada a uma deficiência na formação escolar.
Por esse motivo o jovem, por mais difícil que seja, deve esforçar-se para continuar com os estudos que só trazem benefícios para sua formação profissional, pessoal e social.

O jovem e o trabalho voluntário

Além de dividir o seu tempo entre os estudos, o lazer e, muitas vezes, o trabalho remunerado, os jovens da MEOS Mocidade Espírita do Semeador, concordam que o jovem deve exercer também algum trabalho voluntário, desde que este não o sobrecarregue demais e o prejudique na escola.
Acreditam que o trabalho voluntário exerce uma grande importância na formação do jovem,

pois “o torna uma pessoa mais sensível e ciente de seu papel na sociedade”; “além de estar ajudando alguém necessitado, está amadurecendo mais rápido o caráter e o espírito”; “ajuda no entrosamento entre as pessoas...é uma doação de seu tempo e de carinho a quem não tem”; “o jovem se torna um adulto com mais solidariedade e mais amor ao próximo, construindo um mundo melhor, pois isso será sempre passado de geração para geração”; “o trabalho voluntário ajuda a entender melhor o que acontece na realidade”; “torna-se mais caridoso e talvez mais carinhoso”; “evolui espiritualmente praticando a caridade”; “passa a fazer parte de uma corrente que preza o bem”; “acaba tendo mais juízo e até mesmo mais amizade e consideração pelas pessoas”; “ajuda a criar mais consciência e estimula a capacidade”; “deixa de ser egoísta e rebelde”; “ajuda a ocupar a mente com coisas úteis”; “evita a envolver-se com atividades que não sejam boas, o que significa fazer o bem para você mesmo”; “estimula a não pensar tanto em coisas materiais e pensar mais no próximo”. E “fazendo o bem poderá mudar a realidade e proporcionar a todos um futuro melhor. Devemos acreditar que o jovem tem capacidade de mudar sua própria realidade.”
Após todos estes depoimentos, será necessário dizer mais alguma coisa??? ...
AO TRABALHO!!!

 

 

Necessidade do trabalho

674. A necessidade do Trabalho é uma lei da natureza?
-O trabalho é uma lei natural, por isso mesmo é uma necessidade e a civilização obriga o homem a trabalhar mais porque aumenta suas necessidades e seus prazeres.

675. Não se deve entender pelo trabalho senão as ocupações materiais?
-Não. O Espírito trabalha como o corpo. Toda ocupação útil é um trabalho.

676. Por que o trabalho é imposto ao homem?
-É uma conseqüência de sua natureza corporal. É uma expiação e, ao mesmo tempo, um meio de aperfeiçoar sua inteligência. Sem o trabalho, o homem permaneceria na infância da inteligência. Por isso, ele não deve seu sustento, sua segurança e seu bem-estar senão ao seu trabalho e à sua atividade. Aquele que é muito fraco de corpo Deus deu a inteligência para isso suprir; mas é sempre um trabalho.

Mensagem - Evangelização

 

Notícia do Cristo

 

“O esquema materialista da vida humana, entregue aos ventos da inconsequência, cada vez mais abre vazios na alma, deixando-a sedenta de amor, desse amor que paira além de todas as fronteiras e acima de todos os arranhas céus.”

Coletânea de ternas mensagens para embalar o coração de todos que sentem saudades do Mestre.

  Autor: Ariston S.Teles
LIVREE - Livros Espíritas Editora

 

O Novo Testamento
 
“Mais do que nunca, se faz necessário um estudo sistemático do Novo Testamento em nosso meio e, mais ainda, um esforço para tornar cada vez mais evangélico o Movimento Espírita.”

O tesouro dos exemplos e palavras de Jesus, sob um enfoque espírita.

Autor: Djalma Motta Argollo
Editora Mnêmio Túlio
 

 

 

Abnegação-Adoração-Água fluidificada

ABNEGAÇÃO - s.f. Desinteresse, renúncia, desprendimento. É a doação desinteressada em favor dos semelhantes. É o esquecimento de si mesmo, para servir ao próximo, a ponto de sacrificar-se em benefício de outrem. O maior exemplo de abnegação foi dado por Jesus, que deixou os planos luminares para reencarnar na Terra, primitiva e agreste, doando a própria vida por amor à humanidade. Milhares de espíritos abnegados renascem na Terra no decorrer dos milênios, numa total doação pelos semelhantes.


ADORAÇÃO - s.f. Ação de adorar, Amor extremo. É a elevação do pensamento a Deus. Pela adoração a alma se aproxima Dele (LE q.649).
“Está na lei natural, visto que é o resultado de um sentimento inato no homem. Por isso ela se encontra em todos os povos ainda que sob formas diferentes” (LE q.652)
Trata-se de um sentimento que se origina da própria alma e deve exteriorizar-se pelo coração, em vibrações de imenso amor.


ÁGUA FLUIDIFICADA - É a água natural, potável, que, sob a ação de fluidos magnéticos mobilizados pela associação da vontade do médium e do espírito, sofre alteração em suas propriedades, tornando-se medicamentosa. Assim transformada, age diretamente sobre as moléculas do perispírito, que, por sua vez, age sobre o corpo físico, acelerando-lhe a cura.
“As pessoas tratam os doentes pelo magnetismo; pela água magnetizada, que não é senão uma dissolução do fluído magnético; pela imposição das mãos, que é uma magnetização instantânea e poderosa; pela prece, que é uma magnetização mental; com o concurso dos espíritos, o que é ainda uma variedade de magnetização (RE: julho, 1867)

Fonte: Doutrina espírita no tempo e no espaço - 800 verbetes especializados - A.Merci Spada Borges - Panorama comunicações

Um estímulo especial.

Conta-se que uma família do leste europeu foi forçada a sair de sua casa, quando tropas invasoras invadiram a localidade onde viviam. Para fugir aos horrores da guerra, perceberam que sua única chance seria atravessar as montanhas que circundavam a cidade.
Se conseguissem ter êxito na escalada, alcançariam o país vizinho e estariam a salvo. A família compunha-se de umas dez pessoas, de diversas idades. Reuniram-se e planejaram os detalhes: a saída de casa, por onde tentariam a difícil travessia.O problema era o avô: com muitos anos aos ombros, ele não estava muito bem. A viagem seria dura.
"Deixem-me," falou ele. “Serei um empecilho para o êxito de vocês. Somente atrapalharei. Afinal, os soldados não irão se importar com um homem velho como eu.”
Entretanto, os filhos insistiram para que ele fosse. Chegaram a afirmar que se ele não fosse, eles também ali permaneceriam. Vencido pelas argumentações, o idoso cedeu. A família partiu em direção à cadeia de montanhas. A caminhada era feita em silêncio. Todo esforço desnecessário deveria ser poupado. Como entre eles havia uma menina de apenas um ano, combinaram que, a fim de que ninguém ficasse exausto, ela seria carregada por todos os componentes da família, em sistema de revezamento. Depois de várias horas de subida difícil, o avô se sentou em uma rocha. Deixou pender a cabeça e quase em desespero, suplicou:
"Deixem-me para trás. Não vou conseguir. Continuem sozinhos."
"De forma alguma o deixaremos. Você tem de conseguir. Vai conseguir." - falou com entusiasmo o filho.
"Não." Insistiu o avô. "Deixem-me aqui.”
O filho não se deu por vencido. Aproximou-se do pai e energicamente lhe disse:
"Vamos, pai. Precisamos do senhor. É a sua vez de carregar o bebê.”
O homem levantou o rosto. Viu as fisionomias cansadas de todos. Olhou para o bebê enrolado em um cobertor, no colo do seu neto de treze anos. O garoto era tão magrinho e parecia estar realizando um esforço sobre-humano para segurar o pesado fardo. O avô se levantou.
"Claro" - falou - é a minha vez. Passem-me o bebê.”
Ajeitou a menina no colo. Olhou para o seu rostinho inocente e sentiu uma força renovada. Um enorme desejo de ver sua família a salvo, numa terra neutra, em que a guerra seria somente uma memória distante tomou conta dele.
“Vamos" - disse, com determinação. "já estou bem. Só precisava descansar um pouco. Vamos andando.”
O grupo prosseguiu, com o avô carregando a netinha. Naquela noite, a família conseguiu cruzar a fronteira a salvo.Todos os que iniciaram o longo percurso pelas montanhas conseguiram terminá-lo. Inclusive o avô.


(Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. Para meu neto, de Floyd Wickman e Terri Sjodin, do livro Histórias para aquecer o coração dos pais, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Jeff Aubery e Mark & Chrissy Dinnelly. Ed. Sextante.)