Boletim Informativo do núcleo espírita "O Semeador"
Ano V - nº 31 -Novembro-Dezembro-Faneiro de 2003

 


Editorial - Sede Indulgente.
Para Refletir - Perdão
Assistência Social -A caridade do perdão.
Estudos Doutrinários -Conheça e pratique as lições do Cristo.
Assistência Espiritual - Indulgência:Evolução da Alma.
Evangelização infantil - Como falar de Indulgência com as crianças.
Pré-Mocidade -Perdoai-me ,Pai,à medida em que eu perdôo .
Mocidade - A Indulgência e a felicidade.
Perguntas de Kardec -Defeito alheio - Vontade.

Indicação de Livros -Notícia do Cristo - O Novo Testamento.

Glossário - Felicidade-Ação e reação-Livre arbítrio.
Aprendendo com histórias- Deixe o barro secar.

 

Sede Indulgênte

Oh, Pai! Quão alegres seremos no dia em que conseguirmos praticar esta lição tão preciosa...
Por ser tão difícil e ao mesmo tempo tão necessária, a indulgência foi o tema escolhido para esta edição. Tudo o que fazemos já com certo receio ou discriminação, acaba não saindo bem feito. Tentemos ler não somente com os olhos da carne, mas principalmente, procuremos ler com amor este informativo, que não tem pretensão alguma de aconselhar, mas de trazer reflexões que juntos possamos realizar.Neste mês de Outubro - que não temos outro pensamento senão na Criança, lembremos que ainda somos criança na escala evolutiva e portanto, sempre é tempo de recomeçar. Não vamos desanimar. Se não conseguimos perdoar ontem, ainda temos o hoje. Mas não deixemos para amanhã. O hoje é sempre um presente do nosso Pai que não nos presenteia somente no mês das crianças, mas a cada instante de nossas vidas.
Lembremos também do grande codificador da Doutrina que nos enche de esperança e de razão. Através dos ensinamentos passados a Kardec, temos a oportunidade de renovar nossa fé.
Sejamos, pois, indulgentes. Não somente com aqueles que estão distantes de nós, que nem sequer temos contato, mas principalmente com aqueles que estão ao nosso lado, em nosso convívio, e conosco mesmos. Deus nos perdoa sempre.
Trabalhemos para sermos merecedores de Sua Misericórdia e não nos esqueçamos que um dos nossos maiores presentes foi a vinda de Jesus Cristo na Terra. Vamos comemorar o dia do seu nascimento em grande estilo:
Perdoando!!!

 

Perdão.

Quando você não perdoa alguém, quem você acredita que sai prejudicado?
Não continue lendo até que tenha respondido para si mesmo(a) esta questão.
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Pensou?...
Se você respondeu “somente o outro”, engana-se; se respondeu “eu mesmo”, acertou e se respondeu “ambos”, também acertou. Numa situação de raiva, mágoa, sentimento de vingança, não existe quem não sofra de alguma forma. Mas, obviamente o maior prejudicado é sempre aquele que não consegue perdoar.

“Infeliz daquele que diz: 'não sei perdoar'. Como poderá perdoar a si mesmo?”

A falta de perdão aprisiona a alma e envolve as pessoas numa atmosfera negativa onde impera o orgulho e o egoísmo.
Em nome destes sentimentos maléficos muitos têm dificuldades em aceitar os outros como são, e de aceitar o fato de que não existe perfeição entre os seres humanos.
Se não existe perfeição, todos são passíveis de erros. Na frase em destaque, há que refletir, pelo menos, de duas formas. São elas: 'Também erro, portanto não me perdoarei'; e a outra: 'Não perdôo quem errou comigo, portanto estarei carregando os sentimentos ruins e estes envenenarão tanto o meu corpo como, principalmente, a minha alma'.
A primeira forma traz o auto-condenamento. Por mais que todos devam usar de severidade para com seus próprios erros, ficar culpando-se, punindo-se, ao invés de buscar melhorias de atitudes e pensamentos, compromete o objetivo da encarnação, acarretando estagnação completa na evolução da alma. Na segunda forma, a incompreensão às faltas alheias tem o mesmo efeito da estagnação, e muitas vezes quem cometeu a falta não traz a consciência em relação as suas próprias atitudes. Isto acontece de acordo com o grau evolutivo de cada um.
Primeiro a pessoa deve aceitar que errou e segundo, consertar onde errou. Nem todos já estão nessas condições.
A indulgência requer pureza de sentimentos. Na obra “O Evangelho Segundo o Espiritismo” - Cap. X, encontram-se os seguintes trechos: “A indulgência não vê os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles...” e “A indulgência não se ocupa jamais com os atos maus de outrem, a menos que isso seja para servir, e tem ainda o cuidado de os atenuar tanto quanto possível.” Ainda no ESE, CapX : “Sede indulgentes, meus amigos, porque a indulgência atrai, acalma, reergue, ao passo que o rigor desencoraja, afasta, irrita.”(José, Espírito protetor, Bordéus, 1863).
A indulgência é um dos mais nobres ensinamentos exemplificados por Jesus. Quantos sofrimentos poderiam ser evitados se os seres humanos fossem mais compreensíveis uns com os outros. Ser compreensível não significa “fechar os olhos” mas trazer o olhar da benevolência, da caridade, da humildade, do amor incondicional.

A caridade do perdão

O auxílio ao próximo deve estar sempre baseado nas Leis Divinas. Quando Jesus exemplificou a misericórdia, o fez de forma desprovida de qualquer espécie de discriminação. Jamais incentivou a ociosidade. Ensinou a todos que, como filhos de Deus, Criador do Céu e da Terra, têm condições de trabalhar por aquilo que acreditam.
Considerando a situação atual da sociedade, as pessoas devem estar bem preparadas quando se dispuserem a auxiliar o próximo, no sentido de aprenderem a ouvir o seu coração, pois quando o julgamento vem antes da caridade, fatalmente ocorre a falta do perdão às falhas alheias.
“Não julgueis, a fim de que não sejais julgados...” (Mateus).
No Núcleo Assistencial do Semeador, o auxílio material ao próximo, além de vir sempre acompanhado de palestras, conta também com a ajuda do Plano Espiritual, para que este intervenha sempre que possível e necessário, para que os beneficiados sejam aqueles mais carentes, do corpo e da alma.
De alguma forma, seja material ou espiritual, todos precisam de misericórdia.

Ao se dispor ao auxílio ao próximo, a criatura deve despir-se de preconceitos. O simples fato de não agir de forma espontânea, pode humilhar a quem busca o auxílio. Se o momento não for propício para aproximar-se de alguém, envie-o uma prece.
O perdão é uma das mais difíceis formas de caridade. Aprender a praticá-la é indubitavelmente uma tarefa divina na Seara do Mestre Amado Jesus.

 

Conheça e pratique as lições do Cristo

O Evangelho Segundo o Espiritismo, no cap. XII, itens 7 e 8, contém o ensinamento do Cristo: “Se alguém vos bate sobre uma face, estendei-lhe ainda a outra”. No que tange à violência é sempre preferível não ser o agressor, pois quem a pratica, ainda nesta ou nas próximas reencarnações deverá reparar o ato. E quanto ao fato de “...estendei-lhe ainda a outra”, significa perdoar. É preciso também considerar a Lei de Conservação que explica a obrigação das pessoas em tudo fazer para manterem-se vivas, não estendendo o pescoço ao agressor para o abate. (Ver Livro dos Espíritos, Leis Naturais).
Os ensinamentos de Jesus são inúmeros e conhecê-los consiste em praticar o que foi aprendido. Sendo o Mestre todo exemplo de Amor, quanto mais se busca m estudo minucioso da Doutrina dos Espíritos, codificada por Kardec, compreendê-lo, mais necessário torna-se estudar e vivenciar suas lições.
Uma das formas que pode ser destacada para a compreensão dos ensinamentos deixados pelo Cristo, é estudando Kardec. Este não veio substituir Jesus, tanto que no “Evangelho Segundo o Espiritismo” encontram-se as passagens evangélicas com textos retirados da Bíblia - Novo Testamento - dos quatro Evangelistas: Marcos, Mateus, Lucas e João.
O estudo das obras Kardequianas auxilia no aumento do potencial de compreensão a respeito da Bíblia. Seus símbolos, o contexto histórico e até mesmo através da ciência, como no livro “A Gênese”, permitem maravilhar a grandeza de Deus nos desígnios do Planeta e o futuro da humanidade.

 

Indulgência:Evolução da almas.

“Indulgência” significa clemência, condescendência, tolerância, remissão das penas, indulto, perdão.

Algo muito importante e necessário na vida de todos, pois em qualquer situação sempre estabelece um clima de paz entre as pessoas. Ela é uma virtude sublimada capaz de harmonizar o coração, amparando a consciência contra as investidas do passado. O tempo que se gasta para verificar os defeitos alheios, deve ser reservado para a observação dos próprios erros, passando a corrigi-los.
A capacidade de crescimento das pessoas é muito grande; não se pode dormir ou acomodar-se numa só virtude, mas sempre conquistar outras, compreendendo que se está investindo no “Amor”.
Essa é uma época que exige todos os dias o descondicionamento das idéias que foram guardadas na consciência pelo meio social, pelas imagens oferecidas pela televisão mal conduzida, pelos livros incompatíveis com a educação, pelo rádio sem direção adequada. Se a alma não descondicionar essas imagens, ela sentirá sempre a rejeição da verdade, mesmo que fizer os esforços possíveis para a purificação dos seus sentimentos; é vestir a mesma roupa sem lavar, é continuar a respirar a atmosfera poluída.
Há quantos milênios as criaturas estão armazenando inverdades? As próprias religiões enxertadas com as paixões humanas e cheias de fanatismo, destilando vaidades e entregando aos que a professam o egoísmo e o orgulho de raça e filosofia superada, a quem o coração serviu muito tempo de cabide de ilusões passageiras, falando no amor, mas deixando o verdadeiro amor em esquecimento.
O mundo espiritual se encontra revestido de carinho para com todos, mostrando muitas realidades para despertar a alma. Mas o serviço divino haverá de acontecer é na intimidade da criatura. Tudo por fora não passa de ilusão, mas mostra a necessidade do Espírito começar a desintoxicar o velho magnetismo do orgulho e do egoísmo.
As pessoas devem ser exigentes consigo mesmas na purificação dos sentimentos, procurando sempre Jesus, que Ele já as procurou há muito tempo.
O homem indulgente é, pois, aquele que ama e que se mantém cheio de bondade cristã, sem anunciar algumas de suas virtudes que esforça para praticar, e vive no silêncio onde os frutos são mais saborosos.
Sabe-se que o mal já encontra-se organizado na Terra; cabe a cada um agora organizar o bem e para cada criatura foi destinada por Deus, uma fração de esforço para organizá-lo.
É necessário que se comungue o Evangelho, exercite a oração e se firme na caridade, para que nasça o amor dentro de cada um. O amor é aquele ambiente que Jesus respira e distribui à todas as criaturas do planeta.
Indulgência é estado de perfeição da alma, que cala frente aos defeitos dos outros, e ama em todas as direções, a tudo e a todos, amigos e não amigos.
No Evangelho de João, 8:11,Jesus não quis julgar a mulher adúltera, embora tivesse autoridade para isso, apenas lhe disse: “Vai e não peques mais”. Eis o amor do Mestre mostrando direção para a vida reta.
Portanto, faz-se imperioso amparar, sustentar, tolerar carinhosa e fraternalmente a todos, pois o erro do próximo pede o entendimento, nunca a aversão. Se o erro em si pede a bondade alheia, o erro nos outros reclama clemência,

 

Como falar sobre Indulgência com as crianças.

O trabalho de evangelização é acima de tudo um grande aprendizado. Ser indulgente é ser caridoso, misericordioso, tolerante, paciente, enfim, é possuir um conjunto de virtudes, por sinal das mais difíceis.
Se os adultos já têm trabalho em compreender toda a complexidade da indulgência, como passar estes conceitos para as crianças?
No universo infantil pequenos dramas costumam ter proporções grandiosas. Um amigo, por exemplo, pode tornar-se um inimigo mortal só porque pegou um lápis sem pedir emprestado. Quando sentem-se abendo que boa parte das enfermidades sofridas na idade adulta tem sua origem nos abusos da juventude, é imprescindível a educação das crianças
injustiçadas, as crianças costumam ser bastante intransigentes.
Toda essa intransigência não está ligada à falta de conhecimento sobre o perdão? O tentar compreender? A partir do momento em que lhes forem apresentadas estas outras opções de comportamento, atitudes, a criança passa a exercer o seu livre arbítrio onde poderá cortar a amizade, ou perdoar e dar exemplo a seu grupo de amigos.
A maioria dos comportamentos das crianças, na fase de formação da personalidade, costuma ser a partir de exemplos das pessoas que elas admiram como seus pais, irmãos mais velhos, professores, entre outras. Se estes exemplos demonstrarem indulgência, muito mais fácil e natural será o aprendizado.
É sempre necessário exemplificar com situações do universo infantil. Não se deve tentar ensinar às crianças o perdão às grandes faltas, aos crimes. Estes estão muito distantes de sua linguagem. É imprescindível lembrar a forma com que Jesus transmitiu seus ensinamentos e passar através de parábolas, alegorias, brincadeiras, tornando o aprendizado doce como é o período da infância.


 

Perdoai-me,Pai,à medida em que eu perdôo

Do que adianta decorar a Oração Dominical (Pai Nosso), sem refletir sobre seu conteúdo?
Esse não é o caso dos jovens da Pré-mocidade que estão aprendendo bem o significado do trecho: “Perdoai as nossas dívidas assim como nós perdoamos os nossos devedores” (ESE).
Abaixo, seguem os entendimentos descritos por eles:

“É o sentimento do perdão que é muito importante”
“Perdoar minhas ofensas (erros) assim como perdôo os erros do próximo”
“Devemos perdoar a todos. Sejam o que sejam, façam o que façam”
“Devemos perdoar as pessoas que nos ofendem”

No dia a dia desses jovens em casa, na escola ou com os amigos, seja logo pela manhã, ou no Evangelho no Lar e até mesmo na hora de dormir, eles afirmam que lembram desta oração, ou pelo menos do ensinamento que aprenderam a partir dela: o perdão.
Pratique o “Pai Nosso”. Suas palavras carregam significados edificantes. A verdadeira prece sai do coração e não da memória.
Quem desejar ser verdadeiramente perdoado por seus erros, deve lembrar-se que tudo na vida é uma conquista.

“Quantas vezes perdoarei a meu irmão?”- perguntou Pedro.
“Perdoar-lhe-eis não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes. Perdoarás, mas sem limites; perdoarás cada ofensa, ainda que a ofensa te seja feita freqüentemente; ensinarás aos teus irmãos esse esquecimento de si mesmo que os torna invulneráveis contra o ataque, os maus procedimentos e as injúrias; serás brando e humilde de coração, não medindo jamais tua mansuetude; farás, enfim, o que desejas que o Pai Celestial faça por ti; não tem ele que te perdoar freqüentemente, e conta o número de vezes que seu perdão desce para apagar tuas faltas?”- respondeu Je
sus.

 

A indulgência e a felicidade
A felicidade é um estado de sublimidade que pode ser encontrada, principalmente, em pequenos momentos, mas que são eternos; naquilo que muitas vezes é considerado pequeno por muitos, uma pessoa pode sentir-se a mais abençoada pelo Pai.
Segundo o minidicionário Aurélio, felicidade é: “Qualidade ou estado de feliz. Bom êxito, sucesso”. A pessoa pode estar em estado permanente de felicidade, ou simplesmente viver momentos felizes. O que irá diferenciar é a forma de viver cada instante.
As provas pelas quais todas as criaturas irão passar, cada qual de acordo com suas necessidades, podem ser vistas como castigo ou como aprendizado. Em todas as situações, o perdão a si mesmo e às faltas alheias deve estar sempre presente. Se houver a conscientização que as provas virão de acordo com a sua “carência evolutiva”, certamente a pessoa aprenderá que a revolta, a mágoa, o desespero não trará outro resultado, senão aumentar a necessidade das mesmas.
Na opinião dos jovens da MEOS Mocidade Espírita “O Semeador” uma pessoa jamais conseguirá ser verdadeiramente feliz sem ter perdoado alguém, pois “Os ingredientes fundamentais para construir a felicidade são o amor, carinho, compreensão, sinceridade e o perdão”. Além de que também consideram que a “consciência pesada impede a pessoa de ser feliz”.
Na opinião de outro jovem, “mesmo que a pessoa seja dura e fria, guardará consigo um sentimento de rancor e ódio, e assim não poderá ser feliz”. Além do mais, “ninguém é perfeito, todos merecem uma chance”.
Enquanto uma pessoa guardar “esse sentimento ruim por alguém, não conseguirá esquecer até perdoar”. Há que considerar que o perdão é o esquecimento, ou a compreensão total da falta, não existindo mais o mínimo que seja de aversão à quem a praticou. Portanto, “enquanto houver rancor, não há paz de espírito e, sem paz de espírito, não há felicidade”.
“Quem carrega o sentimento de rancor no coração, não coloca em prática a Reforma Intima” e “enquanto guardamos mágoas e ressentimentos no coração, não deixamos as energias positivas penetrarem nele”, e então “ a pessoa ficará sempre com aquele sentimento de que deve à alguém, ou que tem alguém devendo para ela, e terá sempre a sensação de que há algo para ser resolvido”. “Não existe 100% felicidade sem o perdão”.
E ainda na opinião da MEOS, o jovem que não perdoa torna-se “egoísta”, “isola-se”, “anti-social”, “não confia em ninguém”, “depressivo”, “vingativo”, “rancoroso”, “angustiado”, “agressivo” e, finalmente, “infeliz”.
Juventude é alegria, é paz, é amor no coração. Ser jovem é ser cheio de energia, libere as mais positivas que existem dentro de você. Seja feliz e torne o mundo feliz!

 

Defeitos alheios - Vontade

903 - Há culpa em estudar os defeitos dos outros?
- Se é para os criticar e divulgar, há muita culpa, por que é faltar com a caridade. Se é para fazê-lo em seu proveito pessoal e os evitar em si mesmo, isso pode algumas vezes ser útil. Mas é preciso não esquecer que a indulgência pelos defeitos alheios é uma das virtudes contidas na caridade. Antes de fazer aos outros uma censura de suas imperfeições, vede se não se pode dizer a mesma coisa de vós. Esforçai-vos, portanto, em ter as qualidades opostas aos defeitos que criticais nos outros, esse é o meio de vos tornardes superiores. Se o censurais por serem avarentos, sede generosos; por serem orgulhosos, sede humildes e modestos; por serem duros, sede dóceis; por agirem com baixeza, sede grandes em todas as vossas ações; em uma palavra, fazei de tal maneira que não vos possam aplicar estas palavras de Jesus: ele vê um argueiro no olho do seu vizinho e não vê uma trave no seu.

911 -Não há paixões tão vivas e irresistíveis que a vontade não tenha poder para superá-las?
- Há muitas pessoas que dizem: eu quero, mas a vontade não está senão nos lábios; elas querem, mas estão bem contentes que assim não seja. Quando se crê não poder vencer suas paixões, é que o Espírito nelas se compraz em consequência de sua autoridade. Aquele que procura reprimi-las, compreende sua natureza espiritual; as vitórias são para ele um triunfo do espírito sobre a matéria.

Mensagem - Evangelização

 

Notícia do Cristo

 

“O esquema materialista da vida humana, entregue aos ventos da inconsequência, cada vez mais abre vazios na alma, deixando-a sedenta de amor, desse amor que paira além de todas as fronteiras e acima de todos os arranhas céus.”

Coletânea de ternas mensagens para embalar o coração de todos que sentem saudades do Mestre.

  Autor: Ariston S.Teles
LIVREE - Livros Espíritas Editora

 

O Novo Testamento
 
“Mais do que nunca, se faz necessário um estudo sistemático do Novo Testamento em nosso meio e, mais ainda, um esforço para tornar cada vez mais evangélico o Movimento Espírita.”

O tesouro dos exemplos e palavras de Jesus, sob um enfoque espírita.

Autor: Djalma Motta Argollo
Editora Mnêmio Túlio
 

 

 

Felicidade-ação e reação-livre arbítrio

FELICIDADE - A vitória sobre as dificuldades é a grande descoberta do homem a respeito de si mesmo. A felicidade não foi prometida ao homem como dádiva. Ela é, essencialmente, uma conquista. Mas, para se chegar a ela, é necessário lutar, transpor muitos obstáculos, ser obstinado, ter paciência. Esperar. A felicidade é como uma obra de artesanato: fio por fio, fibra por fibra. Ela não nasce feita, ela se faz, minuto a minuto, na prática do Bem, na paz da consciência. Mas, quando ela chega, é para ficar, é sua, definitivamente sua.

LEI DE AÇÃO E REAÇÃO OU LEI DO CARMA - Tudo de bom ou ruim que você fizer hoje, algo de força equivalente amanhã irá lhe beneficiar ou prejudicar, seja nesta ou em outra vida. "A cada um será dado de acordo com suas obras." Não existe escapatória ou subterfúgios perante as Leis de Deus. Existe, sim, uma possível abreviação do carma. Através da prática do bem e da caridade, um espírito pode alterar ou diminuir sua dívida cármica.

LIVRE ARBÍTRIO - Liberdade moral do homem. É a lei que determina que cada um tem o direito de agir de acordo com a sua vontade. Via de regra, é em função dessa liberdade que o espírito pode determinar, por exemplo, a forma e a condição que irá tomar numa determinada encarnação. Há apenas uma exceção: a condição de quando o homem fica privado de suas faculdades mentais.

 

Deixe o barro secar

Bete ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Júlia, sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar. Bete não podia porque ia sair com sua mãe naquela manhã. Júlia, então, pediu à coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio. Bete não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.
Ao regressar do passeio, Bete ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada. Chorando e muito nervosa, Bete desabafou:
- Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão!
Totalmente descontrolada, Bete queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações.
Mas a mamãe, com muito carinho, ponderou:
- Filha, lembra daquele dia quando você saiu com seu sapatinho novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em seu sapato? Ao chegar em sua casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você lembra do que a vovó falou? Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar. Pois é, minha filha! Com a raiva é a mesma coisa. Deixa a raiva secar primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo.
Bete não entendeu muito bem, mas resolveu ir para a sala ver televisão. Logo depois alguém tocou a campainha Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:
- Bete, sabe aquele cachorro da vizinhança que vem correndo até a gente quando nos vê brincando? Ele veio tão rápido e desajeitado que acabou estragando o brinquedo que você havia me emprestado. Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa.
Não tem problema, disse Bete, minha raiva já secou. E, tomando a sua coleguinha pela mão, levou-a para o quarto para contar a história do sapato novo que havia sujado de barro.

“Segure seus ímpetos, deixe o barro secar para depois limpá-lo. Assim você não correrá o risco de cometer uma injustiça.”

(Retirado de “O Astralzinho” - Publicação do Departamento de Evangelização infanto-juvenil do C. E. Astral Superior)