Boletim Informativo do núcleo espírita "O Semeador"
Ano V - nº 27 - Outubro/Novembro/Dezembro de 2002

 


Editorial - Decisão.
Para Refletir -Toda mudança requer uma decisão.
Assistência Social - É tempo de decisão.
Aprendendo com histórias - Arqueiro ou a porta.
Estudos Doutrinários -Estudo amplia as possibilidades de decisão.
Assistência Espiritual -A (in) decisão e as influências externas
Evangelização infantil - Decisão ??
Pré-Mocidade - Como trnasformar crianças em pessoas decididas.
Mocidade - O que é decisão.
Perguntas de Kardec - Escolha das provas
Indicação de Livros - Atravessando a Rua - Richard Simonetti

 

Decisão
Esta edição está cronologicamente ligada a um desejo de quase todas as pessoas: mudança. Final de ano traz consigo a magia de renovar as esperanças para o ano vindouro e como que por instinto, as pessoas acreditam que as dificuldades estão presas no tempo e que com a virada do ano tudo pode acontecer. É bastante conhecida a frase:"No ano que vem, tudo vai ser diferente".
No entanto, nada acontecerá de novo, caso não haja o desejo real de mudança, juntamente com ações que as façam concretizar-se. E é com esse espírito que o nosso tema central é Decisão.
Em todas as páginas, o Semeando busca levar aos seus leitores reflexões necessárias para o cotidiano, o que influenciará em toda a sua vida. Há também nesta edição uma homenagem ao "dia as crianças" e uma oração lembrando o quanto é importante e necessário o Mestre Jesus em nossas vidas.
Toda a equipe, encarnada e desencarnada, do Núcleo Espírita "O Semeador" deseja à todas as pessoas paz, saúde, amor e muito ânimo para prosseguir nesta jornada terrena.
Feliz Natal e que jamais esqueçamos do aniversariante e o quanto Ele está presente em nossas vidas!!!

 

Toda mudança requer uma decisão

O ser humano é um eterno insatisfeito porque o tempo todo está correndo atrás de algo que, na maioria das vezes, é material e carrega a ilusão de paz a quem o deseja. Quando de posse deste bem a busca continua...agora é por algo diferente daquele já conquistado, porque ele não trouxe a paz tão almejada, exceto por um curto período de tempo.
E assim segue-se a vida, de conquistas em conquistas, ou frustrações em frustrações, até que em determinado momento da existência, percebe-se que deve buscar uma mudança também na atitude e não somente nos bens; que a paz tão desejada não encontra-se nas coisas e sim dentro de si mesmo.
Mas e agora que já se sabe que deve haver uma mudança, o que fazer?
A resposta é simples: tomar uma decisão. O ato é que é difícil.
Diariamente as pessoas decidem por algo, sem se darem conta disso.
O tempo todo estão escolhendo e no momento em que esta escolha poderá resultar em mudança na sua vida, no seu jeito de ser, encontram diversos empecilhos para não tomar uma atitude.
Isso ocorre quando há o medo da mudança, do novo. Estes assustam porque carregam consigo novas responsabilidades que nem sempre as pessoas estão dispostas a assumir.
No caso do indivíduo optar por deixar tudo como estava, ele também está decidindo, pois nem toda decisão resulta em mudança. Porém neste caso uma nova semente começou a germinar, mesmo que inconscientemente. A mudança poderá demandar mais tempo, no entanto Deus em sua infinita bondade, certamente concederá novas oportunidades para que ela se concretize, caso seja necessário para a evolução do Espírito.
As principais decisões da vida devem ser aquelas pautadas na mudança do mal pelo bem, em todas as suas facetas. E é por isso que os ensinamentos do Cristo devem fazer parte do cotidiano das pessoas, para que suas ações estejam sempre norteadas pela valorização daquilo que deve ser o objetivo de todos: o amor e a paz universal.

 

É tempo de decisão

O mundo está em constante mudança e estas vêm acelerando-se cada vez mais, exigindo respostas rápidas, deixando as pessoas, muitas vezes perdidas num alto grau de dificuldade e para superá-lo é necessário força e muito ânimo.
As dificuldades podem ser muitas, desde financeira, emocional, afetiva e outras e, por esse motivo não se deve acomodar-se, esperando que elas resolvam-se por si só. O momento exige decisões. É muito importante que as pessoas acreditem que não são obrigadas a sofrer sem reagir. Porém, esta reação deve estar desprovida de revolta e lembrando do apoio Divino sempre presente, procurando tirar proveito do aprendizado que as dificuldades oferecem.
É extremamente difícil uma pessoa conseguir superar suas fragilidades diante de determinadas situações problema. Quando ela resolve enfrentá-las e tomar para si o controle da situação, ela está dando um novo rumo a sua vida. Por esse motivo, sabendo-se que não é possível fazer com que as coisas mudem sem mudar-se primeiramente, a pessoa deve iniciar uma reforma íntima, trabalhando sua auto-estima, fortalecendo-se interiormente e, avivando diariamente a sua fé nos ensinamentos do Cristo.

 

Arqueiro ou a porta

Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto.
Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, levava-os a uma sala, que tinha um grupo de arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro do outro, a qual haviam gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue.
Nesta sala ele os fazia ficar em círculo, e então dizia:
"-Vocês podem escolher morrer flechados por meus arqueiros,ou passarem por aquela porta e por mim lá serem trancados".
Todos os que por ali passaram, escolhiam serem mortos pelos arqueiros. Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei,disse-lhe:
-Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?
-Diga soldado.
-O que havia por de trás de assustadora porta?
-Vá e veja.
O soldado então a abre vagarosamente, e percebe que à medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente, até que totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo à liberdade. O soldado admirado apenas olha seu rei que diz:
- Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar abrir esta porta....

Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar?
Quantas vezes perdemos a liberdade e morremos por dentro, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?

 

Estudo amplia as possibilidades da decisão

Para que uma pessoa tome decisões com convicção ela deve variar seus estudos. E, no caso da doutrina espírita, recomenda-se iniciar pela obra O Livro dos Espíritos, na seqüência O Evangelho Segundo o Espiritismo e após satisfazer-se todas as questões, buscar maiores entendimentos em outras leituras.
O estudo científico e o estudo da religião podem unir-se em momentos de decisões. Elas devem completar-se pelo fato das duas serem originadas pelo Criador. Uma reflexão interessante:
a) O que preciso fazer para atingir o que desejo? (Cientificamente especificar o caminho de metas ).
b) É possível? Em que prazo? (Estudo científico de potencial ).
c) Quais as ferramentas de que disponho para tal? (Qualificando recursos )
d) Todo este esforço me resultará quais ganhos morais ? Será bom para mim, meus semelhantes e pessoas próximas? (Estudo religioso sobre o valor de atitudes perante sua consciência e Deus)
e) Esta decisão trará revoluções, cujo meu equilíbrio e minha fé sejam fortes o bastante para superar ? (Questionamento sobre a firmeza da Decisão)
f) Mesmo decidido, se não der certo, quais ensinos me servirão para engrandecer a alma ?
Quanto mais se conhece, maior a responsabilidade. Isto significa dizer que as consequências para decisões tomadas neste nível são maiores do que as decisões tomadas por pessoas ainda ignorantes em certos assuntos. O valor das experiências e consequências está na razão direta da evolução de cada ser.
No entanto, o estudo por ele só não basta, pois não é somente a elevação intelectual que permite a pessoa ser firme e decidida. Pessoas com pouco esclarecimento podem ser honestas, justas, companheiras. Ao passo que pessoas com maior conhecimento intelectual podem deixar-se levar por atitudes sem moral evangélica e pior, utilizando-se da ferramenta "inteligência" para comprometer-se espiritualmente. É importante lembrar da mensagem de Francisco de Assis: "Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz, onde tiver..." - este trecho demonstra o conhecimento de seu potencial e conhecimento a serviço do bem.

 

A (in) decisão e as influencias externas

Sempre quando existe uma atitude a tomar frente a qualquer problema, parece ser este o mais complexo, o mais difícil a ser resolvido. Isso mostra o quanto são frágeis e inseguras as pessoas, vendo tudo com uma amplitude muito maior do que a real, como se estivesse vendo as situações de sua vida com uma lente de aumento.
Visando a melhoria íntima, as pessoas travam uma luta consigo mesmas e a vida desafia a meditar nas realidades do Espírito, predispondo cada um à renovação individual para que este venha cooperar na renovação do todo. Primeiramente, surge o apelo da verdade em forma de advertência profunda, lâmpada viva para o caminho. Depois vem a prova, exigindo definição.
Dificuldades e sofrimentos são agentes que testam a capacidade de escolha.
Todos reagem em determinado clima de temperatura moral. Assim as pessoas podem ser frias, mornas ou quentes.
Os amorfos escondem-se na inércia, os indecisos acumpliciam-se silenciosos com a sombra, sob a desculpa de serem supostamente bons, até o ponto em que o mal tudo faça e aconteça em nome do bem. E os definidos agem. Os primeiros se petrificam, os segundos sorriem e os terceiros suam, mas tão somente os que assumem dedicação ao bem, desbravam estradas renovadoras e talham mapas de luz, de consciência a consciência, povo a povo, mundo a mundo.
Toda expectativa exagerada faz de ocorrências banais verdadeiros dramalhões. Há urgência em as pessoas serem exatas, poupando-se de ansiedades inúteis.
O contraste entre o certo e o errado, na conduta humana, é tão nítido quanto a diferença entre A e B.
A precipitação invigilante e a ausência deliberada no trato dos interesses morais é que confundem as circunstâncias, misturam os matizes dos fatos e desestruturam as atitudes, nos dias em que ocorrem.
Qualquer hora de decisão assim como tem um minuto culminante, possui uma alternativa mais favorável que as demais. As pessoas só não a encontram quando não estudam os dados que as rodeiam ou que as digam respeito com a atenção necessária.
Ao invés de ficar deplorando pelo que já sucedeu ou se preocupar excessivamente com que está por vir, é necessário despender mais reflexão e mais energia na escolha das soluções no momento atual. Atos de hoje perduram indefinidamente lançando sugestões e reflexos na oficina da vida.
Senso, discernimento, ponderação, análise constituem nomes diversos para vestir a necessidade constante de vigilância. Muitas vezes, infinidades de problemas devem ser esquecidos nas margens, outros muitos exigem solução sem demora. A atitude fundamental é não subverter valores ou inverter posições. Com uma página espírita, as pessoas dispõem de subsídios relevantes para a manutenção da paz. Com o conhecimento do Evangelho, têm ao alcance a chave para todos os problemas.
Se, por acaso, em suas ações as pessoas sentirem-se vencidas, com a humildade evangélica encontrarão a forma feliz para triunfar sobre si mesmo, o que, aliás, é o mais importante.
Sempre com Jesus, e por Jesus, porque Ele é a Videira Permanente, de onde na condição de frágeis varas, recolhem-se a seiva abençoada com que nutrem o crescimento espiritual.

 

Decisão??

Engana-se quem ainda pensa que criança não sabe o que diz...
Vejam o que responderam, a respeito de "decisão" as crianças da Evangelização (6 e 7 anos):
"É escolher a cor e o brinquedo preferido..."
"É escolher entre duas ou mais coisas..."
"É escolher o que gosta."
"É escolher: alimentos, brinquedos, amigos, sua cor preferida, sua fruta preferida,..."
"Saber o que você quer. Decidir o que você vai vestir. Escolher as coisas que você mais gosta."
"Escolher o que você mais gosta, por exemplo música, boneca..."
As crianças estão cada vez mais cedo tornando-se "independentes"... a fase da infância entre 6 e 7 anos é a chamada fase de formação da personalidade. É comum observar cuidado e proteção dispensada pelos pais às crianças enquanto pequenas, nos mais diferentes detalhes. Entretanto, na fase posterior, os pais estão tão envolvidos com os problemas de adaptação escolar, de temperamento, de educação que esquecem o quanto importante é este momento. Aqui dá-se início à necessidade de conceituar as "coisas". Esta conceituação irá perdurar por toda uma existência e ficarão registradas marcas positivas, ou não, dependendo da maneira como foi aprendido.
Por esse motivo, os pais devem tomar certos cuidados para que a criança cresça mais decidida. Para tanto, devem valer-se da "liberdade vigiada", ou seja, estarem alertas, vigilantes, atentos e permitir, ao mesmo tempo, que as crianças sintam liberdade de ação e pensamento. Como exemplo existe a "ida sozinha ao parquinho", quando na verdade a mãe ou o pai a estaria vigiando; ou a festinha de aniversário freqüentada pelos amiguinhos sem os pais, porém com hora certa para acabar.
Quando a criança toma decisões, por menor que possa parecer, participa de processos de escolha, passa a vivenciar experiências diferentes e isto é promover e enriquecer o amadurecimento pessoal.

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Como transformar crianças em pessoas decididas

Para que os jovens possam tornar-se pessoas decididas nesse processo de conhecer e se conhecer, é imprescindível para os pais e familiares incentivarem a opção nas pequenas coisas e gradativamente aumentando o grau de decisões e responsabilidade, estimulando a confiança em si mesmo, mostrando-lhe a capacidade de realizações.
A partir do momento que o jovem conhece os seus direitos e deveres e as conseqüências que seus atos poderão ter, ele se tornará mais cuidadoso nos momentos de escolha, o que não significa que ele estará mais inseguro, ao contrário, as decisões tomadas com cautela apresentam um maior grau de confiança.
Indubitavelmente o diálogo, atenção, carinho, amor, compreensão são fundamentais em qualquer idade, e uma forma de praticá-los é permitindo que o filho saiba o que se passa dentro de casa pedindo sua opinião, fazendo com que ele participe das decisões da família. Ele sentindo-se importante nesse processo, sentir-se-á verdadeiramente parte integrante do grupo familiar, o que o deixará mais confiante no momento de opinar em outros grupos.
O jovem precisa lutar pelo que acredita, ter consciência de sua individualidade, participar do convívio social e o exemplo dentro de casa é a melhor forma de transmitir conhecimento aos filhos
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O que é decisão

Se os adultos têm dificuldades nos momentos de decisão, o que dirão então os adolescentes, uma vez que estão numa fase onde todo acontecimento parece ser definitivo em sua vida.
Questionados sobre quais são as decisões mais importantes na vida de um jovem, a galera da mocidade enriqueceu-nos com sua contribuição:
A profissão porque vai levá-la para o resto da vida."
Decidir o que deve e o que não deve fazer para não se arrepender no futuro."
"A profissão porque vai levá-la para o resto da vida."
"A decisão mais importante é ser uma pessoa responsável para no futuro, quando olhar para trás, não se arrepender do que fez."
"As atitudes que você toma agora porque dependendo delas, vai pesar para o resto da sua vida."
"Não existe uma decisão mais importante, todas são, porque farão parte da minha história e como para tudo há dois ou mais caminhos, o que vale é ouvir sempre a voz do coração e se o seu for bom e sincero terá tomado a decisão certa"
e os adultos têm dificuldades nos momentos de decisão, o que dirão então os adolescentes, uma vez que estão numa fase onde todo acontecimento parece ser definitivo em sua vida.
Questionados sobre quais são as decisões mais importantes na vida de um jovem, a galera da mocidade enriqueceu-nos com sua contribuição:
A profissão porque vai levá-la para o resto da vida."
Decidir o que deve e o que não deve fazer para não se arrepender no futuro."
"A profissão porque vai levá-la para o resto da vida."
"A decisão mais importante é ser uma pessoa responsável para no futuro, quando olhar para trás, não se arrepender do que fez."
"As atitudes que você toma agora porque dependendo delas, vai pesar para o resto da sua vida."
"Não existe uma decisão mais importante, todas são, porque farão parte da minha história e como para tudo há dois ou mais caminhos, o que vale é ouvir sempre a voz do coração e se o seu for bom e sincero terá tomado a decisão certa"

 

Escolha das provas

258. Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá no curso da vida terrena?
"Ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste o seu livre-arbítrio."
a) - Não é Deus, então, quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo?
"Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo. Ide agora perguntar por que decretou Ele esta lei e não aquela. Dando ao Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das conseqüências que estes tiverem. Nada lhe estorva o futuro; abertos se lhe acham, assim, o caminho do bem, como o do mal. Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito. Demais, cumpre se distinga o que é obra da vontade de Deus do que o é da do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós quem o criou e
sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos expordes, por haverdes visto nisso um
meio de progredirdes, e Deus o permitiu."


259. Do fato de pertencer ao Espírito a escolha do gênero de provas que deva sofrer, seguir-se-á que todas as tribulações que experimentamos na vida nós as previmos e buscamos?
"Todas, não, porque não escolhestes e previstes tudo o que vos sucede no mundo, até às mínimas coisas. Escolhestes apenas o gênero das provações. As particularidades correm por conta da posição em que vos achais; são, muitas vezes, conseqüências das vossas próprias ações. Escolhendo, por exemplo, nascer entre malfeitores, sabia o Espírito a que arrastamentos se expunha; ignorava, porém, quais os atos que viria a praticar. Esses atos resultam do exercício da sua vontade, ou do seu livre-arbítrio. Sabe o Espírito que, escolhendo tal caminho, terá que sustentar lutas de determinada espécie; sabe, portanto, de
que natureza serão as vicissitudes que se lhe depararão, mas ignora se se verificará este ou aquele êxito. Os acontecimentos secundários se originam das circunstâncias e da força mesma das coisas. Previstos só são os fatos principais, os que influem no destino. Se tomares uma estrada cheia de sulcos profundos, sabes que terás de andar cautelosamente, porque há muitas probabilidades de caíres; ignoras, contudo, em que ponto cairás e bem pode suceder que não caias, se fores bastante prudente. Se, ao percorreres uma rua, uma telha te cair na cabeça, não creias que estava escrito, segundo vulgarmente se diz."


 

Atravessando a rua - Richard Simonetti


Richard Simonetti nasceu em Bauru, Estado de São Paulo, em 10/10/1935. Milita no movimento espírita desde 1957, integrado no Centro Espírita Amor e Caridade, onde desenvolve largo trabalho de assistência espiritual e material naquela cidade.
Colabora em jornais e revistas espíritas, notadamente em O Reformador, O Clarim e Folha Espírita. Seus livros, sempre com mensagens de ânimo e alegria relatam pequenas estórias do cotidiano. Um jeito gostoso de refletir sobre nossos problemas e defeitos.